Marcada para 5, 6 e 7 de Setembro, é hora de arregaçar as mangas
O futuro da Festa do Avante!
Quase dez anos após o primeiro seminário, foram muitos os saltos qualitativos que se deram. Agora, entramos numa nova fase. Dias Coelho, Fernando Vicente e Alexandre Araújo, do Secretariado da Festa, falaram ao Avante! sobre as conclusões do 2.º Seminário e revelaram algumas novidades para o futuro.
Como referiu Fernando Vicente, o Seminário «foi o grande momento de reflexão» por muitos esperado para que se acordassem ideias e objectivos para o futuro.
Melhorar a qualidade de acolhimento para todos os que vão à Festa do PCP e do Portugal de Abril, foi considerada a grande tarefa para o futuro no 2.ºSeminário, realizado no passado dia 22 de Fevereiro na SFOA, Amora, Seixal.

Diversificação

Agora que, com muito do esforço dispendido em anos, muitas das infraestruturas ficam prontas para os anos seguintes, os participantes no 2.ºSeminário consideram que é tempo de dar à festa uma ainda maior diversidade na oferta em termos de higiene, acessos, segurança, decorações, e do próprio programa, num forte empenho com o propósito de melhorar as condições de comodidade aos visitantes, «proporcionando-lhes todos os anos motivos diferentes de interesse, mantendo os traços fundamentais do convívio e da militância». Para Fernando Vicente, trazer «novas formas, novas luzes, novo som, novas cores, tudo isto é importante para que a festa em terreno definitivo, possa ser sempre nova». «É mais neste sectores que devemos agora apostar, como ficou decidido no Seminário», referiu. Dias Coelho recordou que o encontro concluiu a necessidade de o conjunto das organizações do Partido continuarem a considerar a Festa como «a grande realização política, cultural e social do País, só possível com o empenho e o trabalho de todos. A tomada de consciência da sua importância é fundamental, pois reforça a participação, a sensibilização e a militância, também na actividade partidária. A Festa não é apenas a sua construção e implantação mas é também tudo aquilo que depois a suporta e projecta».

Mais dinâmica nos pavilhões regionais

Alexandre Araújo recordou como o seminário realçou a importância das organizações regionais trazerem as suas realidades à Atalaia, através de debates e exposições subordinadas a cada região. Tendo em conta a enorme participação nos debates que só no ano passado foram mais de 40, «considerámos que pode haver mais em pequenos espaços que se possam aproveitar para pequenas conversas e debates sobre as mais variadas regiões e temas». Os espaços de cada região vão já este ano trazer novidades. «Cada região tem a sua forma de concepção própria e, isto combinado com as mudanças de local vai proporcionar espaços regionais totalmente diferentes dos modelos a que estamos habituados», referiu Fernando Vicente, acrescentando que, «apesar dos materiais serem os mesmos, as diferenças também dependem de quem vem trabalhar para o terreno e dos seus conhecimentos. O meio social, a cultura e a formação profissional dos construtores também se reflecte no trabalho de forma determinante, variando também aqui a concepção, tendo em conta quem vai aparecendo para construir a Festa. A mistura de experiências e conhecimentos de cada construtor tem profundas influências na construção».

Melhorias substanciais já em 2003

Já este ano, a Atalaia vai viver melhorias no que respeita aos acessos durante os três dias para as viaturas da segurança, bombeiros e ambulâncias, bem como alguns circuitos de emergência. Fernando Vicente referiu que o estaleiro e as zonas de apoio vão continuar a serem melhorados nos próximos anos. A melhoria do bar e do refeitório ficaram marcadas para o próximo ano. «Mas a grande preocupação é melhorar ainda mais a qualidade de acolhimento do público», disse.
Este ano, um dos grandes pólos de interesse serão os colóquios sobre a ciência e as energias alternativas, sempre em espaços alargados para o debate, «introduzindo numa base muito aberta e pluralista os nossos valores e princípios, tornando ainda mais a Atalaia num espaço privilegiado para todos os debates». Está em fase de discussão a decisão sobre quais serão os temas centrais deste ano, mas a luta contra a ofensiva aos direitos dos trabalhadores, a guerra, a paz e os recursos energéticos, os 20 anos sobre a morte de Ary dos Santos, os 120 de Karl Marx, são alguns dos temas a merecer destaque este ano.
«Vamos continuar a dar resposta aos problemas dos trabalhadores e do mundo, diversificando iniciativas e atraindo mais gente às conversas», ou seja, «a festa vai continuar a ser um momento destacado para o PCP poder apresentar soluções e debater os as situações que vai tendo que defrontar», referiu Dias Coelho.

Construção

Ao longo dos anos, sempre se procurou usar materiais de construção adaptados ao tipo de mão-de-obra que acorre à implantação. Todos querem contribuir mas são necessários materiais acessíveis para que todos possam dar o seu contributo. «Por isso, no essencial, vamos manter os tubos e as braçadeiras que nos dão alguma liberdade de construção e criação, permitindo alguma criatividade a cada construtor, enriquecendo os seus conhecimentos. Muitas vezes os voluntários estão no limiar do conhecimento mínimo para poderem trabalhar com certo tipo de materiais, o que apesar de limitar algumas soluções, torna-se também uma verdadeira escola de formação de jovens para a vida activa», referiu Fernando Vicente, acrescentando que «novos materiais requerem novas especializações e há que manter este equilíbrio».
Alexandre Araújo lembrou que este ano existe uma nova disposição dos espaços da Festa. «Muitos do locais que as pessoas já estão habituadas a encontrar de ano para ano vão mudar de local, numa rotatividade que garanta uma festa sempre diferente e nova. Cada espaço será trabalhado de forma diferente e a sua imagem global vai, consequentemente, ser diferente».

Imagem e conteúdo

Para além da imagem que deve ser sempre diferente, outro aspecto de igual importância é a diferença do conteúdo. Estamos numa nova fase da vida da Festa, como disse Fernando Vicente, salientando que «não só a construção é importante, como se torna cada vez mais determinante o funcionamento e a Festa em si. Além da construção e da participação de todos nestas tarefas que não são novas, deve-se ter mais em conta o embelezamento, a decoração e tudo o que possa dar à festa um ar de novo e diferente», disse. O seminário, por isso considerou da maior importância a participação de pintores, artistas plásticos e de todas as novas formas de expressão artística. Esta participação é fundamental para esta nova fase da Festa do Avante!
O encontro foi muito importante por ter definido um conjunto de ideias estruturantes para o futuro e remete as suas conclusões para a continuação da própria discussão. O debate em torno da Festa não acabou e vai continuar.
Dias Coelho recordou que todas estas inovações, a rotatividade, a estética, a diversidade de expressões artísticas, toda esta riqueza tem cada vez mais de ser coordenada com o projecto central; as cores, os temas, as palavras de ordem, «mostrando na diversidade, uma grande unidade».

Comprar a EP o mais cedo possível

«A Festa vai decorrer numa fase em que vivemos uma ofensiva global contra as conquistas e direitos sociais alcançados com a revolução de Abril e contra os trabalhadores em geral, numa situação de profunda degradação social, tudo acrescido por um quadro internacional dominado por guerras imperialistas», sublinhou Dias Coelho. «Vivemos uma forte ofensiva contra o PCP, e é cada vez mais importante comprar antecipadamente a EP o mais cedo possível, encarar o acto como uma tarefa prioritária. Para além de ser uma fonte de financiamento das organizações e da Festa em si, é também um instrumento de organização, dinamização e de militância», acrescentou, considerando que é fundamental que a EP chegue o mais rápido possível a todas as organizações para que «cada um de nós se torne num militante mais interveniente e interessado no Partido e na Festa», referiu.


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