A «libertação» à americana não se ficará pelo Iraque
No início de Abril, o Departamento de Estado dos EUA lançou o seu relatório anual de Direitos Humanos(1). A organização Human Rights Watch considera as suas conclusões em larga medida honestas e duras, mas nota que inclui descrições cândidas de abusos cometidos por aliados dos EUA na «Guerra contra o Terrorismo», incluindo o Egipto e a Arábia Saudita.

As possibilidades infinitas<br> do mundo concreto

O homem contra a máquina na Mesopotâmia milenar
A guerra que tem por cenário o Iraque assume, contemplada de longe, assume aspectos de ficção científica. Empurra a memória visual para filmes que vimos no cinema. Com a diferença de ser bem real. É muito possível que nestes dias, em Hollywood, equipas bem pagas, estimuladas pelo Pentágono, trabalhem já na preparação de fitas que em breve aparecerão nos cartazes. A tarefa de redigir os roteiros será confiada a escritores especializados, gente do sistema.

Terrorismo cirúrgico
O Governo dos Estados Unidos iniciou o terceiro milênio com a imposição de uma nova estratégia de guerra de dominação – o terrorismo cirúrgico. Em nada honra a história do seu povo cuja independência divulgou mundialmente o conceito de democracia e mereceu da «velha» França, como hoje tratam a Europa os arautos da moderno imperialismo, uma estátua da Liberdade no seu porto de entrada a New York. Os factos que explicam esta invenção guerreira são relatados pela imprensa internacional, por ex-assessores do governo norte-americano, inclusive da famigerada CIA, e por estudiosos da história contemporânea.

A destruição de Bagdad
Durante meses a fio fora-nos anunciado que o «mau ditador» teria armas perigosíssimas, para que estivéssemos mentalizados para «aceitar» que o «bom ditador» fizesse uso das suas. Estas foram-nos ditas serem «inteligentes» («smart»), precisas, cirúrgicas, «limpas». São na realidade armas de destruição maciça seja qual for a definição que se adopte. Assistimos à destruição maciça de Bagdad pelas novíssimas armas dos arsenais dos EUA. Babilónia sucumbe às bombas, muitas bombas. Os Sumérios e os Caldeus descobriram e transmitiram-nos muitos ensinamentos, mas bombas não, temos nós que explicar.

A crise económica em Portugal
Os artigos de análise e opinião nos jornais e as intervenções dos governantes levam-nos à conclusão que Portugal afasta-se da convergência com os países da União Europeia. E de acordo com os dados recentemente publicados pelo INE, encontra-se em recessão técnica (dois trimestres seguidos com uma variação negativa do Produto Interno Bruto).