Breves
Eleições contestadas na Geórgia
Mais de dez mil pessoas manifestaram-se no sábado, 8, em frente ao Parlamento de Tbilisi, capital da Geórgia, exigindo a demissão do presidente Eduard Chevardnadze e anulação das eleições legislativas de 2 de Novembro.
Os protestos, organizados por vários partidos da oposição, voltaram a ouvir-se no domingo e na segunda-feira, depois de uma semana de tensões no país, motivadas por irregularidades detectadas no sufrágio e denunciadas pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
A oposição acusa o poder de fraude, enquanto a popularidade de Chevardnadze desceu para o mais baixo de sempre, devido à crise económica que assola o país.
De acordo com os resultados oficiais apurados no sábado, quando a lenta contagem foi interrompida devido aos protestos, o partido pró-governamental «Para uma Nova Geórgia» lidera com 21,4 por cento, seguido de perto pelo partido «Renascimento», da oposição, com 20,1 por cento. Estavam na contabilizadas 91 por cento das assembleias de voto.

Esquerda lidera na Catalunha
A esquerda nacionalista da Catalunha surge à frente de uma sondagem sobre as eleições regionais do próximo dia 16, o que a verificar-se colocará fim a 23 anos de governo do centro-direita catalão.
O estudo, efectuado pelo Centro de Pesquisas Sociológicas do governo central, confere a vitória à coligação Convergencia i Unio (CiU, nacionalistas democrata-cristãos), com 25,4 por cento das intenções de voto, correspondentes a 48 lugares, menos oito do que no actual parlamento.
Em segundo lugar surge o Partido Socialista Catalão (PSC), com 21,2 por cento e a eleição de 47 deputados (52 actualmente), e em terceiro a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, esquerda republicana catalã), com 10,2 por cento das intenções de voto, correspondentes 18 lugares (contra os actuais 12).
O Partido Popular (PP, direita), do primeiro-ministro José Maria Aznar, cresce ligeiramente mas mantém-se a quarta força política na Catalunha, com 6,1 por cento e 14 lugares (em vez dos 12 actuais). Por sua vez a coligação Iniciativa per Catalunya-Verdes (que inclui o Partido dos Comunistas da Catalunha), conquista igualmente 6,1 por cento das intenções de voto, mas apenas oito deputados (mais cinco que os actuais três).
A confirmarem-se estes resultados, uma eventual aliança à esquerda entre o PSC, a ERC e a IC-Verdes estará em condições de substituir a CiU, no poder desde 1980, que nas últimas eleições regionais, em 1999, passou a governar em minoria com apoio do PP.

Russos comemoram 7 de Novembro
Milhares de comunistas e activistas de outros movimentos de esquerda manifestaram-se na passada sexta-feira, em Moscovo, no feriado que assinala a Revolução de Outubro de 1917, rebaptizado depois da dissolução da URSS como feriado do «Entendimento e da Reconciliação».
Bandeiras vermelhas com a foice e o martelo, fotografias de Lenine e de Estaline, apelos à demissão do governo de Vladimir Putin, e marchas patrióticas entoadas através de altifalantes tomaram conta do centro da capital russa.
Citada pela Agência Lusa, Jenia Maiorov, uma estudante de 20 anos, explicou que se manifestava porque «somos patriotas e é para salvar a Rússia que somos comunistas». Na sua opinião «a situação económica do país é catastrófica, a criminalidade crescente e a moral dos jovens totalmente degradada».

Papa insistenas raízes cristãs
O Papa João Paulo II voltou a defender «uma menção explícita sobre as raízes cristãs» da Europa na constituição europeia perante os participantes numa reunião organizada pela Fundação Robert Schuman sobre a cooperação dos democratas-cristãos da Europa.
Segundo explicou «seria injusto para a Europa de hoje ocultar a contribuição essencial dos cristãos para a queda de regimes opressivos de todos os tipos e para construção duma autêntica democracia».
A inclusão de uma referência ao cristianismo no preâmbulo da Constituição vem sendo pedida há vários meses pelo Papa, com o apoio de vários países, nomeadamente, a Itália, Espanha, Polónia e Portugal, e o parecer contrário de outros membros da União Europeia.

SPD alemão em queda nas sondagens
O SPD do chanceler alemão, Gerhard Schroeder, registou na passada semana o seu pior resultado de sempre nas sondagens, desde a sua chegada ao governo, em 1998, recolhendo apenas 23 por cento dos favores do eleitorado.
Os democratas-cristãos parecem beneficiar da situação recolhendo 51 por cento das intenções de voto, enquanto os Verdes, parceiro do SPD no governo federal, mantêm-se na casa dos 11 por cento, e os Liberais do FDP perdem um ponto percentual, passando para seis por cento.
O Partido do Socialismo Democrática (antigo partido comunista) registam uma subida assinalável passando de quatro para cinco por cento no espaço de uma semana.
A sondagem tem uma margem de erro de 2,5 por cento e foi realizada por telefone junto de 2504 pessoas, entre 27 e 31 de Outubro.