Breves
Inércia e incompetência
A CDU de Gondomar acusou, recentemente, o Executivo liderado por Valentim Loureiro de colocar Gondomar na cauda da área metropolitana do Porto (AMP). Em conferência de imprensa, o vereador da CDU na Câmara de Gondomar, Pimenta Dias, declarou ainda que aquele concelho é o mais subdesenvolvido da AMP, por culpa do PSD.
«Se a Câmara tivesse políticas de desenvolvimento económico a situação poderia ser alterada», disse o autarca do PCP, lamentando que, entre Dezembro de 2002 e idêntico mês do ano passado, o desemprego tenha aumentado cerca de 30 por cento. Por isso, a CDU vai continuar a denunciar a política do PSD, com o objectivo de fazer compreender aos gondomarenses que é possível uma outra política autárquica».

Ofensiva de direita
Os eleitos do PCP na Assembleia de Freguesia de Vilarinho apresentaram, no passado mês, uma moção exigindo que a autarquia interceda junto do Governo no sentido de impedir o encerramento do posto de Correios de São Martinho do Campo.
«A intenção tornada pública pelo Governo e pela Administração dos CTT de acabar com cerca de 1200 postos de correio e encerrar cerca de 500 estações de correio, a ser concretizada, representaria o mais grave ataque ao serviço público de correios até hoje feito, colocando em rico mais de mil postos de trabalho, afectando a sua qualidade geral e prejudicando com especial gravidade os interesses e as necessidades das populações do interior do País», defendem os comunistas.

«Marcha pela Água»
Em defesa da água como um elemento fundamental à vida e um direito de todos, a «Marcha pela Água», promovida pelo Partido Ecologista «Os Verdes», chegou, terça-feira, a Setúbal, depois de ter percorrido vários distritos do país.
Esta campanha pretende alertar e sensibilizar as entidades com competência nesta matéria e os cidadãos para os problemas que poderão decorrer da privatização da água e para as armadilhas e ameaças que a nova «Lei da Água» que o Governo pretende implementar.

Descontentamento crescente
Diariamente, na cidade de Agualva-Cacém, ocorrem assaltos, roubos, actos de vandalismo e outras acções de violência. Porque a questão da segurança é hoje um dos principais problemas que a população quer ver resolvido, fazendo eco ao descontentamento crescente, a CDU entregou ontem, ao Primeiro-Ministro e Governador Civil de Lisboa, um abaixo-assinado com milhares de rubricas onde se exige o «aumento dos efectivos policiais das esquadras de Agualva e S. Marcos, para um maior policiamento dos locais públicos», «Rápida implementação da legislação que cria a esquadra da PSP em Mira Sintra» e «Criar e instalar, urgentemente, a esquadra da PSP na freguesia do Cacém».

Combate ao Desemprego
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) vai realizar, sábado, dia 8 de Maio, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, um fórum sob o tema «Medidas de Combate ao Desemprego Feminino». Esta iniciativa integra-se no projecto «Empreender Novos Caminhos para a Igualdade», em desenvolvimento nos distritos de Aveiro e Évora, e pretende ser um momento de reflexão com parceiros locais e individualidades que têm opinião sobre esta temática.

Utentes em luta no IP5
Um grupo de cidadãos utilizadores do IP5 - que abrange os distritos de Guarda, Viseu e Aveiro - decidiu, em Abril, constituir uma Comissão de Utentes contra a introdução de portagens na futura A25.
«Quando um membro do Governo vem ao interior anunciar uma boa medida - a duplicação do IP5 há muito reclamada por diversas entidades, utentes e população - seguida da declaração “a futura A25 irá ter portagens de forma irreversível”, isso significa que o Governo quer perpetuar o atraso do interior do país há muito castigado pelas políticas erradas do poder central», lamenta a comissão.

Omissão escandalosa
Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Silves acusaram, na passada semana, a autarquia PSD de esconder, no Orçamento de 2003, cerca de 10 milhões de euros.
«Do total orçamentado para 2003, 37 milhões, cumpriram-se somente 27,6 milhões, ou seja, cerca de 10 milhões de euros a menos», denunciam os eleitos, sublinhando ainda que dos 20,6 milhões prometidos aplicar em Despesas de Capital, sobretudo, investimento, afinal, não se foi além dos 12,8 milhões de euros.