Emef parou
A greve de dia 14, sexta-feira, na Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, do grupo CP, teve a adesão quase total dos trabalhadores, levando à paragem de todos os estabelecimentos. «Hoje não se reparou material circulante ferroviário em nenhuma das oficinas desta empresa, o que deve constituir um motivo de reflexão do Governo, do conselho de gerência da CP e da administração da Emef», afirma-se numa nota divulgada no dia da greve pelo SNTSF/CGTP-IN.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, que avaliou em 97 por cento o índice de adesão à greve, vai continuar a discutir com o pessoal da Emef outras formas de luta.
Os trabalhadores protestam «contra a falta de medidas para desenvolvimento e modernização da empresa, que vê diminuir o seu trabalho», enquanto a estratégia do Governo e suas administrações resulta essencialmente na redução de pessoal. O protesto dirige-se igualmente contra os valores da revisão salarial propostos pela administração, que «significam mais uma redução do poder de compra».
«Sendo esta uma empresa fundamental para assegurar os padrões de segurança do material circulante, é preciso inverter o actual estado de coisas» e integrar a Emef no projecto nacional de modernização e desenvolvimento do caminho-de-ferro - defende o sindicato.

Bombardier

«O Governo deve intervir na resolução do problema da Bombardier, de modo a garantir em Portugal uma unidade de construção de material circulante», declarou o SNTSF, comentando as declarações do ministro dos Transportes sobre uma solução para a ex-Sorefame, que passaria pela Emef.
Em comunicado, o sindicato reafirma «toda a solidariedade com a luta dos trabalhadores» da Bombardier, previne que «não obtivemos nenhuma garantia de que as palavras do ministro não passam disso mesmo» e alerta que «a resolução deste problema não pode servir de arma de arremesso contra a Emef».


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