Prata nos Paralímpicos

O atleta português Carlos Ferreira conquistou, sábado, a primeira medalha nacional nos Jogos Paralímpicos 2004, que decorrem em Atenas, na Grécia.
Carlos Ferreira obteve o segundo lugar dos dez mil metros na categoria T11, que se disputa para indivíduos portadores de cegueira total.
Para além da medalha de prata, o meio-fundista luso bateu ainda o seu recorde pessoal, que é simultaneamente recorde da Europa, ao percorrer a distância em pouco mais de 33 minutos.
Ferreira não descansou à sombra da vitória alcançada e prepara-se já para a maratona, competição na qual é especialista e em que deposita sérias esperanças de chegar a mais um brilhante resultado.
Os restantes elementos da comitiva portuguesa têm-se igualmente distinguido pela positiva, alcançando lugares honrosos e batendo diversos recordes pessoais e nacionais.


A mesma música

Alves Monteiro apresentou, sexta-feira da semana passada, a demissão da presidência da Casa da Música, tendo sido nomeado para o seu lugar, no mesmo dia, o ex-ministro da Educação Couto dos Santos.
Couto dos Santos é, assim, o quinto presidente de um projecto que deveria ter sido concluído em 2001, ano em que a cidade do Porto foi Capital Europeia da Cultura.
Artur Santos Silva, Teresa Lago e Rui Amaral foram, para além de Alves Monteiro, os outros responsáveis máximos da Casa da Música, tendo este último exercido funções por pouco mais de um ano.
Durante esse período, o agora ex-presidente viu-se envolvido por uma polémica relacionada com alegadas incompatibilidades entre a função de presidente e cargos executivos na administração de empresas.
Para além desse facto, foi durante a presidência de Alves Monteiro que o Tribunal de Contas revelou as conclusões de uma auditoria ao projecto, indicando uma derrapagem orçamental de mais de uma centena de milhões de euros, fruto de um planeamento deficiente e uma débil sustentação técnica e económica.


Infecção misteriosa

O surto infeccioso que vitimou duas mulheres na freguesia de Seara, no concelho de Ponte de Lima, e motivou o alarme entre a população local nas últimas semanas ainda não foi identificado, embora as análises até agora efectuadas descartem a possibilidade de transmissão humana da doença.
As suspeitas dos técnicos do Instituto Ricardo Jorge de Lisboa e do Porto apontam para leptospirose ou febre tifóide, mas até ao fecho desta edição ainda não era possível avançar com rigor para estas duas hipóteses.
Entretanto, uma das quatro pessoas internadas no Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, das quais duas são crianças, encontra-se com um prognóstico muito reservado.
Uma outra mulher está internada no Hospital de São João, no Porto, mas a sua situação não apresenta razões de preocupação.


Já saiu o Caderno Vermelho

A edição de Setembro do «Caderno Vermelho», revista do Sector Intelectual de Lisboa do PCP, encontra-se à venda nas bancas e centros de trabalho do Partido.
Neste número, que recorda na capa o poeta comunista chileno Pablo Neruda, dá-se especial destaque ao conflito no Médio Oriente, reproduzindo-se o comunicado de imprensa do Tribunal de Haia respeitante às consequências legais da construção do muro israelita nos territórios palestinianos ocupados.
Também, porque a troca, análise e discussão das experiências de luta enriquece a batalha das ideias, encontra-se especial enfoque para a Venezuela e a revolução bolivariana em marcha naquele país da América Latina, e para uma leitura de alguns dos aspectos do último Fórum Social Mundial, que decorreu em Janeiro passado em Bombaim, na Índia.
O papel dos intelectuais comunistas na luta pela paz e pelo socialismo, as questões ambientais ou a denúncia das ligações de alguns dos membros do novo Governo aos interesses do sector privado são outros temas abordados.


Memórias de Abril

Nas bancas, encontra-se também o livro «30 anos desde Abril – memórias...», uma edição limitada do Sector Intelectual da Organização Regional de Lisboa do PCP (ORL).
A obra reúne textos de escritores comunistas que, no trigésimo aniversário da Revolução da Abril, e a convite da ORL, partilham algumas das memórias guardadas do romper da liberdade e do período que lhe sucedeu.
Para além da prosa e da poesia, o livro reúne trabalhos fotográficos que nos conduzem pelos mais significativos momentos e conquistas da Revolução, porque ainda há quem resista, lute e não se resigne ao branqueamento da história colectiva de um povo e de um país.


Resumo da Semana