Precariedade alastra nos centros comerciais
Mais de 40 por cento dos trabalhadores dos centros comerciais estão em situação precária e ilegal, denunciou sexta-feira o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal. Num comunicado, citado pela Agência Lusa, o CESP/CGTP-IN acusa os centros comerciais, na generalidade, de não pagarem trabalho nocturno e suplementar e de apenas concederem aos trabalhadores um dia de folga, sem sequer pagarem o trabalho prestado aos domingos e feriados.
Admitindo o aparecimento dos centros comerciais, desde que «com equilíbrio» e sem pôr em causa «a sã concorrência entre os diversos tipos de comércio», o sindicato salienta que aquelas unidades «têm de cumprir a lei e o contrato colectivo de trabalho, como os demais sectores de actividade».
O CESP anunciou que está a concluir um inquérito, junto dos trabalhadores das grandes superfícies comerciais, para caracterizar com mais detalhe as suas condições de vida e de trabalho. Os resultados desse estudo serão muito brevemente apresentados ao Governo e às entidades fiscalizadoras.
Como exemplo da situação complexa que se vive no sector, o CESP refere o encerramento das lojas Samap, Vicri, Biju, Loja Verde, Pré-Mamã e outras, segundo deliberação da administração do Norte Shopping (em Matosinhos), que deixa no desemprego cerca de 70 trabalhadores.
Este tipo de práticas «está a repetir-se com frequência nos vários centros comerciais do Porto e Grande Porto, onde, na maioria dos casos, os trabalhadores são confrontados com o encerramento das empresas de forma consumada, não recebendo as indemnizações a que tinham direito», acusa o sindicato.


 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: