Combate às propinas no politécnico

Meio milhar de estudantes do ensino politécnico concentraram-se, dia 24, em protesto frente ao Ministério da Educação para exigir a suspensão da revisão curricular. A revisão em causa pretende cobrar propinas sem qualquer limite. Os estudantes das escolas profissionais pretendem ver também repostos os subsídios de transporte e refeição aos alunos do 3.º ano.


Utentes de SCUTS vaiaram Santana

Na inauguração do troço do IP3, futura A24, entre Vila Real e Régua, dezenas de membros do Movimento de Utentes Douro sem Portagens, vaiaram o primeiro-ministro no domingo, numa manifestação contra a introdução de portagens.
O utentes, que estão a realizar um abaixo-assinado contra as portagens nas SCUTS, foram impedidos de se aproximar de Santana Lopes, a pretexto de não terem convites para a inauguração. O Governo pretende iniciar a cobrança das tarifas, em Março de 2005.
A intenção governamental de introduzir portagens no IC1 levou também o movimento «Alto Minho contra Novas Portagens», a apresentar 500 constrangimentos na EN13, entre Viana do Castelo e o Porto, que tornam impossível a cobrança. No dia 27, o movimento efectuou uma marcha lenta que entupiu a EN-13, e está a afixar, em locais públicos, cartazes com o slogan, «Novas portagens nem pensar».
Para 7 de Dezembro estão marcados novos protestos na A23 e na A25.


Marcha contra o desemprego

Quatro centenas de trabalhadores de empresas em crise, ameaçados de desemprego, manifestaram-se, dia 24, da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, Lisboa, até ao palácio de Belém, para exigir o direito ao trabalho e a viabilização das empresas em causa: Bombardier, ex-Sorefame, MB Pereira da Costa, Cometna e Prossegur. Os trabalhadores foram alvo ou estão ameaçados de despedimentos colectivos, e exigiram do Governo que respeite e garanta o seu direito ao trabalho.


Professores exigem colocação

Trinta professores de várias regiões concentraram-se, sexta-feira passada, frente à Direcção-Regional de Recursos Humanos da Educação, em Lisboa, numa iniciativa da Fenprof para exigir explicações sobre a sua exclusão ou má colocação no concurso de recrutamento de docentes.
Em estado de desespero por não terem trabalho, os professores temem perder os anos que têm de serviço, caso não sejam colocados até ao fim do primeiro período. Confirmando-se esta situação, as centenas de professores ainda por colocar serão ultrapassados por outros nas colocações do próximo ano, revelou ao Portugal Diário o dirigente da Fenprof, Mário Nogueira, que recordou os milhares de erros da responsabilidade do Ministério detectados no concurso.


Casa Pia

No Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, decorreu, na passada quinta-feira, a primeira audiência do julgamento do processo Casa Pia. Os juizes, Ana Peres, Manuel Barata e Ester Santos, iniciaram o julgamento dos arguidos Carlos Cruz, Carlos Silvino, Jorge Ritto, Ferreira Diniz, Hugo Marçal, Francisco Alves, Manuel Abrantes e Gertrudes Nunes. Por terem considerado haver falta de condições para que o julgamento prossiga na Boa-Hora, os juizes decidiram que as próximas sessões decorrerão no Tribunal de Monsanto.


Resumo da Semana