Breves
Consulado dos EUA atacado
Pelo menos sete pessoas morreram e cinco ficaram feridas, na segunda-feira, na sequência do assalto ao consulado dos Estados Unidos em Jiddah, na Arábia Saudita, que envolveu a tomada de 18 reféns.
Cinco atacantes conseguiram entrar no recinto diplomático depois de terem feito explodir um carro armadilhado junto das instalações, que ocuparam durante três horas. Na operação de resgate levada a cabo pelas forças de segurança sauditas, três dos atacantes foram abatidos. Notícias veiculadas pelas televisões árabes dão ainda conta da morte de quatro agentes da segurança do consulado. Na acção, em que participaram três helicópteros, várias unidades de forças especiais e mais de 200 soldados do exército, ficaram feridos três membros das forças de segurança sauditas e dois agentes «não americanos» do corpo de segurança do consulado.
Segundo o Ministério do Interior saudita, os atacantes pertencem à «minoria de marginais», terminologia oficial usada para designar a secção local da rede terrorista de Usama bin Laden, Al’Qaeda.

Refugiados regressam a Angola
Desde a assinatura dos acordos de paz em Angola, em Abril de 2002, regressaram ao país 267 850 refugiados, informou no início da semana o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em nota de imprensa divulgada em Luanda.
De acordo com os dados do ACNUR, citados pela Lusa, 184 mil refugiados regressaram de forma espontânea, ou seja, fora do âmbito das operações de repatriamento que têm vindo a ser organizadas por várias organizações humanitárias e pelo governo angolano. Destes, apenas 75 mil foram assistidos pelas organizações humanitárias, recebendo uma cesta básica de produtos alimentares e instrumentos e sementes agrícolas.
O ACNUR estima que ainda permaneçam refugiados nos países vizinhos cerca de 173 mil angolanos, que se encontram na República Democrática do Congo, Zâmbia, Namíbia, República do Congo, Botsuana e África do Sul.
Apesar de ainda «existem alguns constrangimentos ao regresso de alguns refugiados aos seus municípios» de origem, principalmente devido «às más condições das estradas e das pontes e à existência de minas», o ACNUR sublinha que este ano já foi possível expandir as operações a áreas que se encontravam inacessíveis e que estão em curso trabalhos de reabilitação de pontes, estradas, escolas, postos de saúde e poços de água, entre outras infra-estruturas.