Jornalistas exigem justiça

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) assinalou o segundo aniversário do ataque norte-americano ao Hotel Palestina e às instalações da cadeia de televisão Al-Jazeera, a 8 de Abril de 2003, nos quais morreram três jornalistas.
Em nota à comunicação social, o Sindicato dos Jornalistas (SJ) explica que a FIJ pretendeu com esta iniciativa de protesto público «apelar aos EUA que acabem com toda a especulação» e incitar a que levem por diante «relatórios “credíveis e convincentes” sobre os incidentes em que 14 profissionais dos média foram mortos desde a invasão do Iraque em Março de 2003».
Lembrando a impunidade imposta pelos EUA, o SJ esclarece que «a FIJ acusa os EUA de realizarem relatórios de “branquamento” sobre os assassinatos e sublinha que “em muitos casos nem sequer se efectuaram quaisquer relatórios”», facto que «traduz a “negação da justiça numa escala chocante”».
Em resposta ao apelo da FIJ, o SJ entregou uma carta de protesto junto da Embaixada dos EUA em Lisboa e divulgou-a por todos os seus associados.


Pides guardados no cofre

De acordo com informações avançadas pela SIC, durante o jantar de encerramento do congresso maçónico, este sábado, em Lisboa, o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, António Arnaut, recebeu um dossier com cerca de 3600 nomes de ex-agentes e informadores da PIDE.
O documento terá sido resgatado do Palácio Maçónico em 1974, edifício usado pelos fascistas da Legião Portuguesa até à Revolução de Abril.
O dossier contém pormenores detalhados, por distrito, sobre os indivíduos em questão, alguns dos quais, assegurou Arnaut, ainda se encontram vivos e exercem as mais diversas actividades profissionais, incluindo o sacerdócio na igreja católica.
Tal facto «melindroso» motivou da parte do responsável maçónico a decisão de depositar os dados no cofre de uma instituição bancária, pelo menos até que o órgão executivo da sociedade secreta «decida» outro destino para o documento.


Juiz «amigo» de Felgueiras

Joaquim Almeida Lopes, actual presidente do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, prometeu a Fátima Felgueiras interceder a seu favor junto do Ministério Público (MP) daquela comarca.
O processo remonta a 2001, mas a revelação foi feita esta semana pelo Diário de Notícias com base no conteúdo de escutas telefónicas efectuadas pela PJ a que o jornal teve acesso.
Segundo o matutino, o magistrado terá pedido à autarca que o avisasse assim que soubesse que o MP já se encontrava em posse da auditoria efectuada pela Inspecção Geral da Administração do Território, supostamente para que pudesse «”procurar dar um golpe de rins a ver se ainda consegue evitar”».
As investigações movidas contra Almeida Lopes foram entretanto arquivadas por decisão do vice-procurador-geral da República, Agostinho Homem, por entender que o juiz não pretendia interferir no decurso do processo nem na produção de prova de eventuais crimes cometidos por Fátima Felgueiras.


Homenagem a José de Castro

O actor José de Castro foi recentemente homenageado pela Junta de Freguesia de Paço de Arcos e pela Câmara Municipal de Oeiras.
Membro do PCP desde 1974, José de Castro era, nas palavras do seu colega e camarada Morais e Castro, «um dos melhores actores portugueses», fruto de um percurso abnegado que o levou a fazer inúmeros espectáculos no Teatro Nacional D. Maria II – de cujo elenco fazia parte – mas também em rábulas «política e socialmente influentes» na «Revista à Portuguesa».
Porque a memória deve ser preservada, Morais e Castro lembrou José de Castro como um «grande actor de todos os géneros teatrais, um grande amigo e um grande camarada».


Falar sobre o suicídio reduz mortes

Conversar com os jovens sobre a morte e possíveis tentativas de suicídio contribui para dissuadi-los de praticar o acto, concluiu um estudo publicado na semana passada nos Estados Unidos, realizado com mais de 2300 adolescentes com idades entre os 13 e os 19 anos.
Perguntar a um jovem se pensa no suicídio dá-lhe uma oportunidade de se exprimir e fazer uma descarga emocional e não lhe colocar a questão pode ser entendido como desinteresse, de acordo com o estudo, dirigido por Madelyn Gould, da Universidade de Columbia em Nova Iorque, e publicado pelo Journal of the American Medical Association.
Um primeiro grupo foi submetido a um questionário com 20 perguntas directas sobre suicídio que não constavam de outro questionário apresentado aos restantes jovens. Nos dois grupos, a proporção dos que manifestaram um grau elevado de instabilidade emocional foi semelhante, com 4 por cento a admitir ter pensado no suicídio. Entre os adolescentes que já tinham tentado matar-se, os investigadores observaram muito menos pensamentos suicidários no primeiro grupo do que no segundo.
Segundo estatísticas, anualmente, nos Estados Unidos, mais de três milhões de jovens de 15 a 19 anos pensam seriamente no suicídio. Entre estes, 1,7 milhões fazem uma tentativa e cerca de 1600 conseguem matar-se. Entre os sinais que podem anunciar a intenção de suicídio conta-se a irritabilidade extrema, alterações importantes dos ciclos de sono, o abandono das actividades favoritas e o isolamento social.


Resumo da Semana