Sargentos no Parlamento

Uma delegação de sargentos assistiram ao debate parlamentar do Plano de Estabilidade e Convergência – realizado na Assembleia da República, na quinta-feira – para manifestar a sua «indignação e legítima preocupação» em relação à intenção do Governo de retirar um conjunto de direitos à classe, nomeadamente o desenvolvimento das carreiras, a assistência na doença e a redução das comparticipações nos actos médicos, no sistema de cálculos de pensões de reforma e nos vencimentos.
«Esta presença teve como objectivo transmitir aos membros do Governo e aos deputados que os sargentos de Portugal estão atentos, preocupados e disponíveis para lutar pela defesa dos seus direitos e das suas famílias», salientam.


Contra aplicação do Plano Urbanização do Carvalhal

Cerca de duas centenas de agricultores da Herdade da Comporta, com tractores e outros veículos agrícolas, participaram, dia 7 de Junho, numa marcha lenta para exigir respeito pelos seus direitos na aplicação do Plano de Urbanização do Carvalhal.
Os agricultores exigem que a Câmara de Grândola (PS) respeite os compromissos previamente assumidos, garantindo, a cada agricultor, o direito a um lote de terrenos com um mínimo de 300 metros quadrados na zona da residência, a cinco euros por metro quadrado, e que os terrenos agrícolas sejam vendidos a 1,25 euros.
Por outro lado, acusam a autarquia de querer sacrificar alguns terrenos agrícolas para viabilizar loteamentos urbanos da Herdade da Comporta para a construção de imóveis de 2.ª habitação.
Segundo afirmou Ricardo Costa, da Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal, a autarquia parece estar «mais preocupada em viabilizar a construção de edifícios para segunda habitação em terrenos da Herdade da Comporta, pertencentes ao Grupo Económico Espírito Santo, do que em resolver os problemas dos agricultores».


Setúbal recusa co-incineração

O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Carlos de Sousa, reafirmou, esta semana, que os setubalenses continuam a recusar a co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira da Secil, apesar da abertura demonstrada pelo ministro do Ambiente.
«O ministro do Ambiente, em intervenções públicas recentes, voltou a colocar a questão de a possibilidade da co-incineração no Outão ser uma realidade, mas a nossa posição mantém-se inalterável», disse o autarca comunista, em conferência de imprensa.
O receio de eventuais consequências para a saúde dos setubalenses, o eventual prolongamento da permanência da Secil na Arrábida e as consequências negativas da co-incineração para o projecto turístico de Troia, foram algumas das razões invocadas para justificar a posição da autarquia CDU.


Dia do Combate ao Trabalho Infantil

O Dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil foi comemorado no domingo, assinalando os 246 milhões de menores entre os cinco e os 17 anos que trabalham em todo o ano. Segundo as Nações Unidas, do total, 171 milhões trabalham em trabalhos perigosos. Este ano a Organização Internacional do Trabalho assinalou a data fazendo uma referência especial ao milhão de crianças que trabalham em minas e pedreiras.
A Ásia e Pacífico são as zonas que concentram o maior número de trabalhadores infantis, cerca de 123 milhões, segundo a Unicef. A África sub-sahariana, a América Latina, o Médio Oriente e o Norte de África são as zonas que seguem na lista. Nos países industrializados há cerca de 2,5 milhões de casos de trabalho infantil. Dados de 2001 sobre Portugal mostram que na altura 48 mil crianças em idade escolar trabalhavam no nosso país.
Um relatório da Unicef publicado em Fevereiro indica que uma em cada doz crianças no mundo é vítima das piores formas de trabalho, como a escravatura e a exploração sexual. Cerca de 114 milhões de crianças em idade escolar não estão matriculadas na escola.


Carriles julgado nos EUA

Luís Posadas Carriles, autor moral e confesso de vários atentados terroristas na América Latina, começou a ser julgado na segunda-feira, na Flórida, nos Estados Unidos. Carriles está a ser julgado por entrar ilegalmente nos EUA e não pela sua extensa actividade criminosa, nomeadamente o atentado contra um avião cubano que vitimou 73 pessoas em 1976 e a colocação de bombas em instalações turísticas em Havana em 1990.
Carriles foi julgado na Venezuela, de onde fugiu em 1985, no decurso de um processo judicial militar e civil. As autoridades deste país exigem o seu repatriamento para conclusão do julgamento. O seu envolvimento em plano de atentados contra Fidel Castro, presidente de Cuba, levou à sua detenção no Panamá e posterior indulto pelo presidente Mircia Mucosso. As autoridades de Havana renunciaram a julgá-lo em Cuba, exigindo apenas que seja sujeito a um juízo justo e imparcial pelos seus crimes.
A Associação de Amizade Portugal-Cuba juntou-se a estas reivindicações e exige que Carriles seja extraditado para a Venezuela para ser julgado. «A luta contra o terrorismo faz-se pela via da verdade e da justiça, e não pela via da protecção dos seus autores, facilitando a persecução das suas actividades criminosas».


Resumo da Semana