Freguesias de Vila Real de Santo António
Um olhar atento e dedicado
Com o objectivo de elevar a qualidade de vida das populações, nomeadamente na área do emprego, da saúde, da segurança, da cultura, do desporto, da terceira idade e da infância, a CDU de Vila Real de Santo António trabalha para vencer as Eleições Autárquicas de 2005. Em entrevista ao Avante!, os candidatos da CDU às freguesia de Vila Real, Monte Gordo e Cacela, falaram do trabalho realizado, dos problemas por resolver, e particularmente do concelho.

O mundo depois do pico do petróleo
Cinco fontes primárias asseguram contribuições importantes e em boa medida especializadas no aprovisionamento mundial de energia: o petróleo com 40%, o gás natural e o carvão com cerca de 25% cada, a fracção restante sendo devida a energias nuclear e hídrica na produção de energia eléctrica. Porém, as diversas fontes de energia não são equivalentes e, portanto, as respectivas substituições não são física e economicamente indiferentes. O petróleo substituiu o carvão não por exaustão do carvão; e o gás natural, que em regra acompanha o petróleo nos seus reservatórios, começou por ser libertado na atmosfera («vented») ou queimado («flared»), até começar a ser recuperado, lá onde escasseou o petróleo. O petróleo é, como líquido, facilmente armazenável, transportável e destilável, uma matéria-prima energética e química incomparável. Em particular, o petróleo é a mais eficaz origem de combustíveis líquidos, universalmente utilizados em motores de combustão interna, que accionam os transportes aéreo, marítimo e terrestre. E por esta via o petróleo está omnipresente e tem uma importância imediata e determinante no comércio, a todos os níveis de integração económica. A globalização capitalista não existiria sem a extensa divisão económica mundial com a especialização vertical e horizontal da produção, suportada em intensos fluxos de transportes de mercadorias.

Um artigo de Álvaro Cunhal
Esta vai ser a primeira Festa do Avante! em que não contamos com a presença física do camarada Álvaro Cunhal que, desde há alguns anos, por motivo da doença que lhe não permitia já deslocar-se à Atalaia, sempre seguia com extremo interesse esta grande realização do Partido. Na Festa, como em todos os dias do nosso trabalho, não o esquecemos, nem à sua contribuição para o pensamento e a acção dos comunistas. E este ano, uma grande homenagem, sentida por todos nós, vai percorrer os caminhos e recantos do grande convívio que o PCP promove e no qual conta sempre com a participação de muitos outros – trabalhadores sem partido, intelectuais independentes e de outras opções ideológicas, democratas. Neste número do nosso jornal, deixamos aqui um artigo, publicado em 1939 – tinha o autor apenas 25 anos – em que Álvaro Cunhal, num apurado texto literário, escreve sobre a vida, o futuro, o papel que cada um de nós pode tomar perante a existência. Que vida viver perante a morte inevitável?