Editorial

«Um bom resultado para a CDU significa um bom resultado para as populações»

EM TODA A PARTE A CDU VALE A PENA

Estamos a pouco mais de duas semanas das eleições autárquicas, nas quais é importante que a CDU obtenha um bom resultado. Importante em primeiro lugar e desde logo, para as populações de cada município; importante, igualmente, para dar mais força à luta que, após as eleições, é necessário continuar e intensificar contra a política de direita e por uma alternativa de esquerda.
Na verdade, um bom resultado para a CDU significa um bom resultado para as populações na medida em que o reforço da CDU nas autarquias se traduzirá, como a experiência tem revelado ao longo dos anos, em mais e melhor trabalho em benefício dos munícipes, ao mesmo tempo que o reforço da CDU contribui para o reforço do Poder Local Democrático.
Por outro lado, conhecido que é o papel das forças que compõem a CDU - designadamente o PCP – no combate à política de direita, agora executada pelo Governo PS/Sócrates, resulta evidente que quanto maior for a força eleitoral da CDU mais forte será, e maiores possibilidades de êxito terá, a luta contra essa política.
A pré-campanha eleitoral da CDU está em marcha por todo o País. Com um dinamismo, uma confiança, uma convicção – e, sublinhe-se, com uma receptividade por parte das populações que confirma amplamente o prestígio de que goza o nosso trabalho autárquico - que justificam amplamente o optimismo com que os activistas da CDU encaram as eleições do próximo dia 9 de Outubro. Mas há muito, ainda, a fazer nas duas semanas que faltam. Há muita gente a contactar, muitas iniciativas a concretizar, muitos votos a ganhar. Pode dizer-se, mesmo, que o êxito desta batalha eleitoral depende essencialmente da nossa capacidade de mobilização para esta etapa final, da nossa capacidade para atrairmos à participação activa na campanha o maior número possível de camaradas e amigos.

«Estamos conscientes das dificuldades e obstáculos que temos pela frente, mas com muita confiança nas nossas possibilidades, no valor das nossas propostas e do nosso projecto e no mérito das nossas candidaturas» - estas palavras, proferidas no sábado passado, no Porto, pelo Secretário Geral do PCP, resumem exemplarmente o ambiente, o estado de espírito que se vive no colectivo partidário. Na verdade, ninguém duvida que, nesta batalha, como em todas as que travamos, deparamos com obstáculos consideráveis – entre os quais o que decorre da forma como a generalidade da comunicação social dominante vem tratando as candidaturas da CDU, silenciando-as ou menorizando-as enquanto trombeteia e valoriza as outras. Mas é certo também que, igualmente à semelhança do que se passa em todas as outras batalhas, desse quadro de dificuldades e obstáculos emerge, dominante, uma confiança muito grande – uma confiança que, neste caso, decorre da consciência da qualidade e da quantidade do trabalho produzido pelos eleitos da CDU, da superioridade do nosso projecto autárquico em comparação com o de qualquer outra força política, da superior valia das nossas listas aos diversos órgãos autárquicos, da certeza, confirmada por uma prática de muitos anos, de que os eleitores podem estar certos de que cumpriremos aquilo que, em campanha eleitoral, nos comprometemos a fazer. E poderão constatar, uma vez mais, que quanto maior for o reforço eleitoral da CDU, melhor e mais eficazmente os seus interesses e direitos serão defendidos - quer nos órgão autárquicos onde somos (e queremos continuar a ser, por direito próprio) força maioritária; quer naqueles onde somos minoritários e em relação a vários dos quais temos legítimas e fundadas ambições de passarmos a ser força maioritária. Quem vive em municípios geridos pela CDU, sabe que a expressão «trabalho, honestidade, competência» não é um slogan eleitoral: é um lema só aplicável à CDU e que corresponde a uma prática de intervenção autárquica singular no nosso País.

Voltando à intervenção do camarada Jerónimo de Sousa no comício do Porto: «Vamos para estas eleições afirmando com convicção de que em toda a parte a CDU vale a pena». E é disso que se trata; e é esse o principal trunfo de que dispomos – ou seja, é na demonstração dessa verdade ao maior número possível de cidadãos e cidadãs que se encontram as enormes potencialidades de que a CDU dispõe. De facto, vale a pena, para as populações respectivas, reforçar as maiorias da CDU em todo o lado onde elas existem: em Almada como na Chamusca, em Beja como em Montemor-o-Novo, em Alcácer do Sal como em Nisa ou em Sobral de Monte Agraço, etc.,etc.; vale a pena, para as populações respectivas, reforçar a CDU em todos os restantes municípios, inclusive tornando-a força maioritária em vários novos concelhos e freguesias que muito virão a beneficiar com isso. E vale a pena, não apenas a pensar no Poder Local e nas eleições de 9 de Outubro: vale a pena, igualmente, a pensar no futuro, a pensar nos dias que se seguem ao dia das eleições onde outras batalhas de não menor importância se perfilam. Porque «dar mais força à CDU com mais votos e mais mandatos é também reforçar a presença dos que não viram a cara a luta, não se calam perante as injustiças e dão voz aos que a não têm no plano concelhio e no plano nacional (...) é reforçar a mais consequente e combativa força de esquerda, é dar mais força à sua luta consequente em defesa de uma vida melhor para os trabalhadores, os reformados, os agricultores, os pescadores, os pequenos e médios empresários». E a luta tem que continuar.


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