Português morre no Afeganistão

João Paulo Roma Pereira, 33 anos, natural do Alandroal, morreu, sexta-feira, na sequência de uma explosão que atingiu o blindado em que seguia numa patrulha, a oito quilómetros de Cabul.
Entretanto, lamentando a morte do militar português no Afeganistão, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), em nota de imprensa, pronunciou-se contra o envio de tropas para aquele país e para o Iraque, na medida em que essa presença se insere numa perspectiva de envolvimento na estratégia dos EUA e da NATO, de domínio daqueles países e da região.
«A paz passa necessariamente pela retirada de todas as tropas de ocupação e por assegurar a um e outro povo o exercício das suas opções, livres de qualquer ingerência ou pressão. Por outro lado, o propalado e necessário combate ao terrorismo, não pode ser pretexto para desencadear guerras que ofendem os sentimentos patrióticos daqueles povos que ao longo da sua história sempre se afirmaram intrépidos defensores da sua soberania», afirma o documento.
«A tão necessária paz e segurança internacionais só podem ser obtidas por sérias medidas de cooperação internacional, que assegurem aos povos daqueles países o desenvolvimento económico que lhes permita usufruir de uma vida com mínimo de dignidade humana», defende o CPPC.


200 médicos timorenses em Cuba

A Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar com 341 mil euros a formação em Medicina de 228 jovens timorenses em Cuba. A formação vai decorrer durante os próximos sete anos, destinando-se o apoio da Gulbenkian a custear parte das deslocações e instalação dos jovens timorenses no país.
Os fundos mobilizados pela fundação vão também permitir que nos três anos em que decorre a formação os 10 melhores alunos do curso recebam uma bolsa de estudo para estagiar, durante um mês das suas férias, em hospitais portugueses.
Outro apoio previsto é a realização, em Cuba, de conferências anuais por professores portugueses de medicina. Segundo dados da fundação, em Timor-Leste há apenas 114 médicos, dos quais só 25 são timorenses, para servir uma população de 920 mil habitantes.


Nestlé retira do mercado leite para bebés

A Nestlé SA, a maior empresa de produtos alimentares do mundo, informou esta semana que retirou leite para bebés Nidina de quatro mercados europeus, incluindo Portugal, depois de terem sido encontrados vestígios de tinta no produto.
O porta-voz da Nestlé, François-Xavier Perroud, citado pela Dow Jones Newswires, afirmou que parte do produto foi recolhida em Portugal, Espanha e França, mas que em Itália foi retirada do mercado a maior quantidade, cerca de dois milhões de litros de leite daquela marca.


Despedida vitoriosa

O piloto português Ricardo Leal dos Santos, aos comandos de uma moto «quad» Yamaha, sagrou-se, na passada semana, campeão da Taça do Mundo da especialidade, ao terminar na segunda posição o rali todo-o-terreno do Dubai.
Leal dos Santos despediu-se das motos da melhor forma, com o título na mais importante competição mundial, ao concluir o campeonato com 115 pontos (em sete provas), mais nove que o francês Jean Phillipe Caillet, segundo na Taça do Mundo e terceiro classificado no Dubai.


Balas proibidas mataram Menezes

De acordo com a edição do passado dia 16 do diário Daily Telegraph, as balas que mataram o brasileiro Jean Charles de Menezes à entrada do metro de Londres são do tipo expansivas.
Dados apurados pelo jornal britânico indicam que as «dum-dum» - nome pelo qual são conhecidas as balas desde que foram utilizadas pela primeira vez durante a guerra colonial na Índia – foram os projecteis usados pela polícia para abater aquele trabalhador emigrante a 22 de Julho deste ano.
As «dum-dum» fragmentam-se no momento do impacto, facto que as torna muito mais perigosas e principal razão na base da sua proibição pela Convenção de Haia.


Nova Orleães sem luz

As consequências do Katrina continuam a fazer-se sentir em Nova Orleães, apesar de já terem decorrido quase três meses depois da passagem do furacão.
Segundo o município, a maioria dos bairros residenciais continuam sem transportes públicos, gás, e a electricidade ainda só cobre 64 por cento da capital do Luisiana, isto apesar da artéria dos principais bares e clubes de strip já apresentar o brilho do néon.
Com tal cenário, não é de admirar que as autoridades afirmem que apenas um quarto da população regressou à cidade depois da devastação.


Resumo da Semana