Casa de Garrett em perigo

A casa de Almeida Garrett em Campo de Ourique está em perigo de demolição iminente, depois da Câmara de Lisboa ter decidido não prorrogar o prazo da suspensão da sua destruição.
O executivo de Carmona Rodrigues justifica a decisão com a falta de interesse na transformação do edifício numa casa-museu e com a falta de condições financeiras para a sua recuperação.
Para a CDU, o processo relativo à Casa de Garrett «foi mal conduzido desde o início». Rúben de Carvalho critica o desinteresse da autarquia e do IPPAR, que em 2005 recomendou à Câmara a classificação da casa como imóvel de interesse municipal. O vereador comunista defende que «seja encontrada uma forma de preservação da memória do escritor que não seja pura e simplesmente uma lápide».
Para o vereador do PS, Manuel Carrilho, a decisão da edilidade de deixar cair a casa de Garrett, propriedade do ministro da Economia, Manuel Pinho, «revela um enorme desprezo».
A Sociedade Portuguesa de Autores lamenta que «argumentos de tipo economicista» tornem irreversível a demolição de um imóvel que «deveria enriquecer a memória cultural» da capital.
Em seu lugar, está projectada a construção de um condomínio habitacional com jardim japonês.


Concentração populacional no litoral agravou-se

A população portuguesa continua a concentrar-se no litoral do território continental, revela o Retrato Territorial de Portugal 2004 do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgado há dias.
Segundo o INE, a comparação com a distribuição populacional desde 1981, mostra uma crescente «tendência para a litoralização da ocupação do território», sobretudo entre Viana do Castelo e Setúbal e no litoral algarvio.
O mapa da densidade populacional continua também a mostrar uma grande concentração à volta de Lisboa e Porto.
Por outro lado, refere o relatório do INE, regista-se um «afastamento do concelho de Lisboa do centro populacional da região». Movimentação que o INE explica pela «dinâmica populacional no eixo poente Lisboa-Sintra, verificada nas últimas décadas».
Em 2003 a Grande Lisboa era responsável por perto de um quarto do emprego nacional e por um terço da actividade produtiva. No mesmo, ano o seu PIB per capita superava em 70 por cento a média nacional, precisa o INE.


Frio mata na Europa

A vaga de frio e o mau tempo sentidos ultimamente no continente europeu continuam a provocar mortes, principalmente entre os desprotegidos e, também, devido aos acidentes.
Na Polónia, 27 pessoas, a maioria sem-abrigo, morreram nos últimos dias. Desde Outubro, o frio já matou no país 87 pessoas.
Há igualmente notícias da morte de pessoas sem-abrigo em França, Inglaterra e Itália, países onde as temperaturas atingiram valores negativos pouco habituais.
Na Alemanha, a intensa queda de neve é apontada como a causa do desabamento, segunda-feira, do tecto de um rinque de patinagem numa cidade da Baviera, no qual perderam a vida 11 pessoas.


Investimentos sociais no Vietname

O primeiro-ministro do Vietname anunciou que o país necessita mobilizar 120 mil milhões de dólares durante o quinquénio 2006-2010, de forma a levar por diante os seus programas de desenvolvimento económico e social.
A afirmação foi feita numa reunião governamental que analisou a implementação dos planos para os próximos cinco anos, que passam pelo reforço do orçamento para o sector social, prosseguindo a luta contra a pobreza.
Uma das áreas chave será a educação, com um acréscimo anunciado de verbas de 33 por cento.
Já em 2006, as autoridades vietnamitas planeiam a criação de mais de um milhão e meio de novos postos de trabalho.
O desemprego diminuiu em 2005, mas afecta ainda cerca de cinco por cento da população urbana do país.
No último ano, o Vietname registou um crescimento de 8,5% do PIB.


Fragata espanhola na guerra do Iraque

Apesar do desmentido oficial do governo de José Luis Zapatero, o diário espanhol El Mundo insistiu a semana passada na denúncia da participação de uma fragata espanhola em acções de guerra no Iraque durante 2005.
Segundo o jornal mencionado, a fragata «Alvaro de Bazán» participou em combates, apoiando com o seu sistema Aegis anti-míssil o porta-aviões norte-americano «Theodore Roosvelt», no âmbito da «Operação Liberdade para o Iraque». Durante a acção de cobertura da fragata espanhola, que se prolongou por 70 dias, concluindo no início de Dezembro, aviões de combate estadunidenses realizaram 281 saídas de ataque a objectivos no Iraque.
A participação espanhola na agressão dos EUA no Iraque fora decidida em 2003 pelo anterior chefe de Governo Aznar.
Oficialmente, a participação de Madrid na guerra foi concluída em Maio de 2004, depois da mudança de poder resultante das legislativas de Março do mesmo ano.



Resumo da Semana