USL exige respostas para a crise
Reunidos em plenário, dia 12, dirigentes e delegados da União dos Sindicatos de Lisboa discutiram estratégias para dinamizar a contratação colectiva, exigir o aumento real de salários, lutar contra as normas gravosas do Código do Trabalho e promover a recolha de assinaturas para o abaixo-assinado «Pela garantia do acesso ao Direito e aos tribunais», posto a circular pela CGTP-IN.
Aprovada por unanimidade, a resolução foi entregue, por uma delegação, ao secretário de Estado do Trabalho.
O documento revela que o desemprego no distrito já atinge os 115 mil desempregados e a precariedade, 24 por cento dos trabalhadores, dado que não tem em conta as dezenas de milhares «forçados a aderir ao regime de recibos verdes».
As dívidas a trabalhadores de empresas encerradas e falidas rondam os oitenta milhões de euros, havendo processos a arrastar-se nos tribunais há mais de 25 anos.
São também denunciadas deslocalizações, de que é exemplo recente a da Delphi, no Linhó, Sintra, que levou ao encerramento das micro e pequenas empresas que lhe prestavam serviços, transferindo para a Segurança Social os encargos financeiros, «perante a complacência do Governo».
A união sindical apela à derrota do candidato da direita nas presidenciais e à realização de lutas, nos locais de trabalho, pela concretização das suas reivindicações.

Derrotar Cavaco

A direcção da União dos Sindicatos de Setúbal aprovou, no mesmo dia, uma resolução subordinada às eleições presidenciais onde rejeita as candidaturas ou propostas de candidatos que credibilizam, insistem e aprofundam as políticas de direita. A união sindical entende, por isso, ser necessário um Presidente «que cumpra e faça cumprir a Constituição da República, que afirme os valores do trabalho, do progresso e da justiça social e não de quem confunde os lucros dos grandes grupos económicos com os interesses de Portugal».


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