100 anos de Agostinho da Silva

As comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva arrancaram oficialmente na segunda-feira com a apresentação, no Centro Cultural de Belém, do programa conjunto patrocinado por Portugal e pelo Brasil.
Colóquios, projecção de documentários, entrevistas e intervenções públicas, publicação de livros e o baptismo de uma aeronave da TAP com o nome do professor e pedagogo são algumas das iniciativas que vão decorrer em Portugal, mas também além fronteiras.
Agostinho da Silva nasceu no Porto e até à década de 30 concluiu o ensino liceal e a licenciatura em Letras com 20 valores, nota que repetiria nas várias escolas por onde passou ao longo de uma vida dedicada ao conhecimento.
Entre 1931 e 1933 foi para a Sorbone, em Paris, cursar História e Literatura, regressando para ensinar no liceu de Aveiro. Dois anos depois foi despedido por se recusar a assinar uma declaração onde o obrigavam rejeitar a ideologia marxista, posição que, aliada à elaboração dos «Cadernos de Iniciação Cultural», lhe valeu a perseguição por parte do fascismo e a detenção no Aljube.
Depois de libertado, exila-se no Brasil onde ajuda a fundar diversas universidades. Com a instauração da ditadura militar no Brasil, em 1969, regressa novamente a Portugal onde fomenta centros de estudo, dirige investigações, e prossegue a publicação de textos em revistas e livros.
Antes de morrer, em 1994, torna-se uma figura conhecida do grande público participando no programa televisivo da RTP «Conversas Vadias».


Nadadores trazem medalhas

A participação de atletas portugueses na Taça do Mundo em natação, que decorreu na cidade de Belo Horizonte, no Brasil, saldou-se positivamente com a conquista de três medalhas e o estabelecimento de três novos recordes nacionais em outras tantas especialidades.
A nadadora Diana Gomes esteve em destaque ao estabelecer novos máximos nos 50, 100 e 200 metros bruços, prestação à qual juntou uma medalha de prata e outra de bronze. A atleta torna-se, assim, detentora de todos os recordes nacionais absolutos naquele estilo competitivo.
O outro português medalhado foi Duarte Mourão. O nadador do Algés e Dafundo foi terceiro nos 200 metros estilos e arrecadou a medalha de bronze na prova.
De uma só vez, os atletas nacionais conquistaram mais medalhas que na soma das restantes participações na Taça do Mundo.


Se conduzir...

Informações divulgadas a semana passada pelo jornal Público, com base em dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, revelaram que mais de um terço dos condutores que morreram nas estradas portuguesas em 2005 apresentavam uma taxa de álcool superior ao máximo estabelecido por lei, ou seja, acima dos 0,5 gramas por litro.
Os dados apurados demonstram ainda que, entre estes, a esmagadora maioria se situava para além dos 1,2 gramas, taxa considerada crime e punível, segundo o Código da Estrada, com pena de prisão até um ano ou 120 dias de multa.
As estradas portuguesas são das que registam maior índice de sinistralidade da UE e onde as vítimas mortais são mais elevadas, o que faz pensar se, tantas vezes, não vale mais perder um minuto na vida que a vida num minuto.


Favelas cada vez maiores

O número de brasileiros a viverem em favelas aumentou quase 40 por cento na última década, cifra para a qual contribui substancialmente a pobreza a que se encontra votada a maioria da população do país.
Um estudo oficial divulgado no Estado de São Paulo afirma que o Rio de Janeiro e São Paulo concentram metade dos cerca de seis milhões e meio dos habitantes dos bairros de lata. No total, considerando só as capitais de cada Estado, quase quatro por cento da população vive sem condições mínimas de habitação.
A ausência de uma política corajosa de reforma agrária e a consequente falta de meios de subsistência nas áreas rurais estão na base da migração de milhares de famílias para os subúrbios das grandes cidades.


Venezuela ajuda pobres nos EUA

A CITGO, filial da companhia petrolífera da Venezuela, começou, anteontem, a distribuir combustível subsidiado a comunidades pobres do Estado de Delaware, nos EUA, no âmbito de um programa de combate à exclusão social com o qual a empresa se comprometeu após as catástrofes dos furacões Katrina e Rita.
Milhares de cidadãos de baixos recursos do Massachussets, Nueva York, Maine, Rhode Island, Pensilvania e Vermont já beneficiaram com esta iniciativa, cujo principal objectivo é amenizar o rigor do inverno junto dos mais pobres. O Harlem e Queens, em Nova Iorque, vão receber a última tranche do programa que, no total, distribuirá 55 mil barris de petróleo por dia a quem menos pode no país mais rico do mundo.


Resumo da Semana