Três em cada quatro espanhóis apoia processo de paz no País basco
País Basco
Vontade de paz
Uma esmagadora maioria de espanhóis afirma-se favorável ao entabular de negociações com a ETA, a organização armada independentista basca, caso esta venha a renuncie à violência.
Segundo uma sondagem do Instituto Opina, 77 por cento dos inquiridos consideram que o governo de maioria socialista liderado por Jose Luis Rodriguez Zapatero deveria tentar de negociar com a ETA, embora 56 por cento se manifeste menos optimista que o primeiro-ministro quanto à possibilidade de o país estar a assistir ao «começo do fim» da organização armada.
Num comunicado divulgado, no sábado, 18, a ETA apelou ao início de conversações, sublinhando que «o diálogo e a negociação são os únicos caminhos para resolver o conflito».
«É chegado o momento de assumir compromissos firmes e decisões importantes sobre o futuro do povo basco, passando dos discursos aos actos e demonstrando audácia», afirma o comunicado, que é omisso quanto a uma eventual trégua nas acções armadas.
No mesmo dia, em Bilbau, cerca de 35 mil pessoas integraram uma manifestação em defesa dos direitos políticos e civis, exigindo a suspensão imediata dos julgamentos contra independentistas bascos no âmbito do «megaprocesso 18/98», que decorre na Audiência Nacional espanhola.

Sinn Fein apoia
autodetermninação


Na sexta-feira, 17, o partido republicano da Irlanda do Norte, Sinn Fein, saudou «as recentes decisões do governo espanhol a favor do diálogo» no País basco, reiterando o seu apoio «ao direito de autodeterminação do povo basco».
Numa moção aprovada pelo seu congresso anual, realizado em Dublin, no fim-de-semana, esta formação «lamenta a existência de 700 presos políticos nas prisões do estado espanhol e francês; o contínuo isolamento destes presos das suas famílias e amigos; e a prática sistemática de tortura e negação dos direitos sociais e civis aos presos políticos».
Neste documento, o Sinn Fein valoriza ainda as propostas apresentadas pelo partido Batasuna em 14 de Novembro de 2004 e «lamenta a ilegalização» deste partido basco, «cujo impacto socava os valores fundamentais sobre os quais se constrói a democracia.


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