El Canalla e outras estórias

Já está à venda o último trabalho de Miguel Urbano Rodrigues. «El Canalla e outras estórias» é um livro que reúne 20 estórias em que os potagonistas são personagens que Miguel Urbano Rodrigues conheceu em épocas e países diferentes, quase sempre em situações inesperadas. Algumas pertencem a universos ideológicos em que o autor se move desde a juventude; outras, não.
Abismos na cultura e na maneira de assumir o desafio da existência separam muitos desses homens e mulheres. Em cada um, o autor, encontrou, no que parece trivial no que é incomum, aquela porção de humanidade que empurra para a reflexão sobre a nossa condição e sobre o que na obra literária estabelece a ponte entre a ficção e a realidade.
Nem sempre a existência das pessoas que inspiram estas estórias é transparente, mas todas são reais. Augusto Montesinos, El Canalla, é um boliviano amigo de Miguel Urbano Rodrigues. Parece um ser inimaginável como algumas personagens dos livros de García Marquez. Mas existe.
«Em El Canalla vereis, afortunados leitores, mercenários de sangue nas viseiras e mercenários de garras untuosas, bem como radicais da bolsa de emprego contestatário, líderes de fervura rápida que terminam, pelo folhear destas páginas como por cá, em altos e baixos funcionários da globalização da miséria e da ignorância na terra ou do MIT - sabe-se lá, de qualquer choque tecnológico», descreveu, na apresentação do livro, César Príncipe.


Abaixo-assinado contra co-incineração

A Câmara Municipal de Setúbal entregou no dia 3, no Porto, ao ministro do Ambiente, Nunes Correia, um abaixo-assinado subscrito por cerca de 4500 cidadãos contra a co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira da Secil, no Outão, Setúbal.
O documento foi entregue, em mão, pelo vereador do Ambiente, André Martins, por ocasião da cerimónia de divulgação pública do Relatório de Actualização dos Processos de Co-Incineração de Resíduos em Articulação com os CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos), realizada na Fundação Cupertino de Miranda.
O autarca aproveitou a ocasião para expressar ao ministro Nunes Correia a posição da autarquia comunista de oposição frontal à co-incineração de resíduos industriais perigosos na cimenteira do Outão, em pleno Parque Natural da Arrábida.


APD em ruptura financeira

A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) está, uma vez mais, à beira do colapso financeiro. No ano passado, por esta altura, a Sede Nacional da APD teve de recorrer a empréstimos das suas delegações para superar a grave crise financeira que então atravessava.
Desta situação foi então dado conhecimento à secretária de Estado e da Reabilitação. «Até à data não houve resposta ao pedido de atribuição de um apoio suplementar que colmatasse a insuficiência do subsídio atribuído às ONG», denuncia, em comunicado à imprensa, a APD, que se interroga: «Que lógica de actuação é esta que ao mesmo tempo que reconhece o papel importante das ONG na promoção dos direitos das pessoas com deficiência lhes retire a capacidade de intervir, através do seu estrangulamento financeiro?».
Face a esta situação, o Conselho Nacional e a Direcção Nacional da APD afirmam a sua vontade inabalável «de desencadear todas as acções que impeçam que se cale a voz das pessoas com deficiência».


Morreu o escritor Júlio Graça

O escritor Júlio Graça faleceu, no passado dia 21 de Fevereiro, aos 82 anos. Natural de Vila Franca de Xira, onde nasceu em 1923, Júlio Graça é autor de vários romances, alguns dos quais retractando a experiência fabril e os movimentos sociais da faixa industrial e rural ribeirinha do Tejo.
«Buza» (1954), «Um palmo de Terra» (1959), «Operários Falam» (1973) e «Histórias de Prisão» (1975) são algumas das obras do escritor.
O primeiro contacto de Júlio Graça com o movimento cultural e com os autores neo-realistas foi no núcleo existente em Alhandra, do qual a figura mais proeminente foi Soeiro Pereira Gomes.
Para além da escrita, Júlio Graça empenhou-se no projecto do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, e esteve durante vários anos à frente do Museu de Alhandra - Casa Museu Dr. Sousa Martins.
Em declarações à comunicação social, o escritor Urbano Tavares Rodrigues descreveu-o como «militante comunista, homem franco e fraterno, neo-realista convicto, manteve-se sempre ligado às aspirações populares, ao progresso da sua terra, à leitura e à escrita».


China mantém ajuda humanitária à Palestina

As autoridades chinesas anunciaram que vão manter o apoio ao recém-eleito Parlamento palestiniano dominado pelo Hamas, e garantiram que, se for necessário, vão continuar a prestar assistência económica à Palestina.
Contactado pela Lusa, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), que não se identificou, confirmou que Pequim planeia manter a ajuda à Palestina, esclarecendo declarações anteriores de representantes da diplomacia chinesa.
Em declarações recentes à imprensa, o porta-voz do MNE chinês, Liu Jianchao, tinha pedido à comunidade internacional «para não piorar a difícil situação da população palestiniana.» «A China tem providenciado a ajuda possível e, no futuro, caso existam mais pedidos da Palestina, a China vai tomar esses pedidos em consideração e irá dar-lhes um tratamento sério», acrescentou Liu Jianchao.


Resumo da Semana