Protestos obrigam CP a repensar fecho de apeadeiro

A administração da CP vai voltar a analisar o encerramento do apeadeiro de Jerumelo, em Sobral de Monte Agraço, na Linha do Oeste, depois de ter recebido protesto dos utentes através da Câmara Municipal.
«Espero que assim seja porque, caso contrário, as pessoas desta zona ficam espoliados de utilizarem o único transporte colectivo que tinham. Estas aldeias nunca beneficiaram de outros meios alternativos, precisamente porque tinham o comboio. Sem o apeadeiro ficam sem possibilidades de mobilidade», afirmou o presidente da autarquia, António Bogalho, à agência Lusa.
Esta medida – prevista para entrar em vigor no domingo passado – afecta aldeias como São Martinho, Jerumelo e Asseiceira Grande nas suas ligações a Sobral de Monte Agraço e à Malveira.


Portugal, o país onde os idosos mais trabalham

O Dia Internacional de Pessoas Idosas assinalou-se no domingo. Um estudo do Eurostat, publicado dias antes, prevê que a população da União Europeia com mais de 65 anos deverá duplicar entre 1995 e 2050. O documento revela que Portugal é dos países da UE onde as pessoas têm menos expectativa de ter uma vida saudável depois dos 65 anos. Ao mesmo tempo, no nosso país regista-se a maior taxa de emprego entre as pessoas com idades compreendidas entre os 65 e os 69 anos (28 por cento). A média da UE é de 8 por cento.
O MURPI (Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos) alerta para a situação na segurança social, defendendo que os portugueses devem envelhecer com direitos e dignidade. Por isso, defende que o valor das pensões não podem baixar e que o poder de compra não pode aumentar.
Por seu lado, a Inter-Reformados da GCTP-IN sublinha que a reforma da segurança social proposta pelo Governo «será feita com sacrifícios para os trabalhadores sem nada exigir aos patrões» e exige justiça social.


Suspeitas de corrupção na Marinha

Cinco homens, três deles oficiais e sargentos da Marinha, foram detidos na semana passada pela Polícia Judiciária por suspeita de corrupção em contratos celebrados com uma empresa privada para a manutenção dos mísseis que equipam as três fragatas da classe «Vasco da Gama». A operação decorreu em diferentes locais do Distrito Judicial de Lisboa e envolveu nove magistrados do Ministério Público, um juiz de instrução e mais de 70 efectivos da PJ.
A Marinha ordenou investigações internas e prometeu «rigor e celeridade» na aplicação de sanções, caso os três militares sejam declarados culpados. «Tomarei as medidas necessárias para garantir a correcção de procedimentos a todos os níveis e reforçar os mecanismos de controlo, quando tal se justifique», anunciou o Chefe do Estado-Maior da Armada à Marinha, Almirante Fernando de Melo Gomes, em comunicado à imprensa.


Mil milhões vivem em bairros da lata

«As Cidades, Fontes de Esperança» foi o tema do Dia Mundial do Habitat, comemorado na segunda-feira pelas Nações Unidas. A organização considera que as cidades se podem tornar «lugares de profundo desespero», devido às dificuldades de alojamento e a um crescimento urbano desenfreado. Actualmente, quase mil milhões de imigrantes urbanos vivem em bairros da lata.
«O mundo nunca assistiu a uma urbanização tão rápida e muito menos a um aumento tão vertiginoso, em termos absolutos, do número de pessoas migrantes. Ambos os fenómenos - as migrações e o crescimento urbano - estão intimamente ligados, sobretudo pelo facto das pessoas se deslocarem atraídas pelo brilho das luzes da cidade», declarou o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
Apesar da maioria de migrantes se dirigir para Norte, «as migrações Sul-Sul constituem também um desafio considerável», lembra Annan, citando como exemplos Dacar, Jacarta, Joanesburgo e o Rio de Janeiro, cidades que têm «dificuldade em acolher novos migrantes, quando muitos dos seus habitantes de longa data vivem já em condições precárias».


4 mil palestinianos mortos em seis anos

Mais de quatro mil palestinianos foram mortos pelo exército israelita desde o início do segundo levantamento palestiniano contra a ocupação israelita, há seis anos, revelou o centro de estatísticas da Autoridade Nacional Palestiniana, na semana passada. Na Faixa de Gaza morreram mais de 2300 palestinianos e na Cisjordania quase dois mil. Do total de vítimas, 847 eram menores de 18 anos. Estes números não incluem as 250 pessoas mortas na operação militar israelita lançada na Faixa de Gaza a 25 de Junho.
Segundo o relatório, as sucessivas operações militares israelitas destruíram as instituições palestinianas e a economia, que atingiu a sua pior situação em 2002, de que ainda não recuperou.


Resumo da Semana