Almada contra alta tensão

A Assembleia Municipal de Almada aprovou, na passada semana, por unanimidade, a não afectação de terrenos de Domínio Público Municipal à Rede Eléctrica Nacional (REN) para colocação de postes de muito alta tensão nos locais.
O texto votado na reunião remete também para a Câmara Municipal de Almada o acompanhamento dos procedimentos, iniciativas e acções no sentido do cumprimento da deliberação sobre o uso das parcelas de terreno, «recorrendo, se necessário, aos tribunais».
A linha de muito alta tensão em questão diz respeito à ligação entre as subestações de Fernão Ferro, Seixal, e Trafaria, Almada, num traçado que prevê a implantação de 86 postes, 46 dos quais nas freguesias de Caparica, Charneca de Caparica e Trafaria, no concelho de Almada.
Os riscos para a saúde pública das populações, os impactes negativos no ambiente urbano e a inevitável desvalorização patrimonial dos bens imóveis foram os pontos tidos em consideração nesta exigência da Assembleia Municipal em que o traçado desta linha de muito alta tensão seja revisto.


Um ano após o encerramento da Opel

Um ano após o fecho da fábrica da General Motors da Azambuja, mais de metade dos 1100 trabalhadores que ficaram no desemprego continuam à procura de emprego. Segundo deu a conhecer o Instituto de Emprego e Formação Profissional, encontram-se a receber o subsídio de desemprego 680 trabalhadores da antiga fábrica da Opel.
Segundo alguns ex-trabalhadores, contactados pela Lusa, o desemprego afecta sobretudo os menos qualificados e que estavam afectos à linha de montagem dos automóveis.
Dos que encontraram trabalho, uma minoria conseguiu emprego em câmaras municipais, outros tentam abrir um negócio próprio com os apoios do Instituto de Emprego, e outros ainda estarão a trabalhar por conta própria ou em oficinas.
Durante o ano que passou, os antigos funcionários receberam subsídio de desemprego o qual está garantido nalguns casos até Junho próximo, noutros por mais um ou dois anos. Inscritos no centro de emprego de Vila Franca de Xira apresentam-se nas entrevistas quando surgem propostas de trabalho mas dizem que as condições oferecidas são em geral bastante precárias.


Vergonha nas esquadras do Porto

O tecto da 2.ª Esquadra da PSP da Rua da Boavista, no Porto, onde trabalham 45 profissionais e são atendidas, anualmente, cerca de mil pessoas, cedeu no passado dia 19 de Dezembro. Para a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) esta situação é inaceitável, até porque «o comandante da esquadra já havia, por três vezes, informado as instâncias competentes em relação ao estado degradante» do espaço.
Em nota de imprensa, a ASPP/PSP recorda que, há mais de um ano, «o então ministro da Administração Interna, António Costa, afirmou, na Assembleia da República, que as “esquadras da PSP são indignas de Portugal”. Infelizmente, desde então, nada foi feito para inverter esta situação.»
«Já está mais do que provado que a política de remendos não serve os interesses da PSP, e, por conseguinte, os interesses da sociedade em geral», acrescenta a associação.


«Energia e Construção Sustentáveis»

Sete municípios do Baixo Alentejo, região Oeste e Algarve vão avançar com um projecto em rede para dinamizar projectos ligados às energias renováveis, como parques solares e eólicos e construções sustentáveis.
«Queremos contribuir para a eficiência energética e a sustentabilidade ambiental e económica, através da criação de uma rede urbana para identificar, promover, dinamizar e potenciar projectos ligados à produção de energia a partir de fontes renováveis e às construções sustentáveis», explicou, na passada semana, à Lusa, José Maria Pós-de-Mina, presidente do município de Moura, entidade coordenadora do projecto.
Além de Moura, o projecto «Ecos - Energia e Construção Sustentáveis» associa, numa rede territorial de cooperação, os municípios de Beja e Serpa (Baixo Alentejo), Óbidos, Peniche e Torres Vedras (região Oeste) e Silves (Algarve).
Aos sete municípios juntam-se ainda 18 entidades, entre institutos públicos, empresas públicas e privadas ligadas às energias renováveis e os institutos politécnicos e os núcleos empresariais das regiões de Beja e de Leiria.


EUA concentram media

A Comissão Federal das Comunicações dos EUA aprovou, a semana passada, uma lei que permite que o mesmo grupo detenha meios de comunicação escritos, radiofónicos e audiovisuais, abrindo assim caminho a uma maior concentração dos media no país.
A votação da decisão, dividida entre republicanos, a favor, e democratas, contra, gerou grande controvérsia entre os agentes envolvidos nos meios de comunicação social, sobretudo da parte das associações de consumidores que vêm na norma um serviço aos grandes grupos económicos do sector.
Desta forma, o magnata da comunicação Rupert Murdoch, proprietário da News Corp., conglomerado que adquiriu recentemente o Wall Street Journal sob fortes protestos dos trabalhadores, poderá manter as suas posições na imprensa e televisão de Nova Iorque.


Resumo da Semana