PCP censura executivo madeirense

Os deputados do PCP na Assembleia Regional da Madeira pediram, na semana passada, o agendamento da discussão de uma moção de censura ao Governo Regional, considerando que o executivo «mentiu» e «ocultou informações» relevantes sobre a realidade insular.
Em declarações à Lusa, o dirigente comunista Edgar Silva salientou que o objectivo da iniciativa é «promover, com a presença do executivo, a censura pública e política por actos governativos de interesse regional».
Entre os aspectos censuráveis, considera o PCP, está o facto do Governo Regional ter ocultado «informação e documentação relevante e de grande interesse que dissimulou aspectos da radiografia feita à realidade social da Madeira», designadamente estudos realizados sobre a situação sócio-económica da região.


Manuel Gusmão homenageado

O poeta e ensaísta Manuel Gusmão foi homenageado sexta-feira na Sociedade Portuguesa de Autores, numa sessão em que foi lançada a sua mais recente recolha poética, «A terceira mão», editada pela Caminho.
Nascido em Évora, a 11 de Dezembro de 1945, Manuel Gusmão licenciou-se em Filologia Românica em 1970 pela Universidade de Lisboa, com uma tese sobre o Fausto de Pessoa, publicada em 1986, e doutorou-se em Literatura Francesa, com uma tese sobre a poética de Francis Ponge (1987), ainda inédita.
Da sua obra poética, fazem parte títulos como «A Poesia de Carlos de Oliveira» (Ensaio e Antologia), «O Poema Impossível: o Fausto de Pessoa», «A Poesia de Alberto Caeiro» (Ensaio e Antologia), «Dois Sóis, A Rosa - a arquitectura do mundo» (Poesia), «Poemas de Ricardo Reis» (Ensaio e Antologia), «Mapas o Assombro a Sombra» (Poesia), «Teatros do Tempo» (Poesia), «Os Dias Levantados» (Libreto), «Migrações do Fogo» (Poesia), e «A terceira mão» (Poesia).


Utentes preocupados com o ruído

De acordo com um estudo recentemente realizado pela Federação Europeia para os Transportes e o Ambiente, 50 mil cidadãos da União Europeia morrem prematuramente, todos os anos, derivado ao ruído provocado pelo tráfego rodoviário e ferroviário, assim como há 200 mil cidadãos a sofrer de doenças cardiovasculares provocadas por excesso de ruído.
Baseada neste estudo, a Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS), no momento em que as obras para a finalização da modernização da Linha de Sintra entre as estações de Monte Abraão e Agualva-Cacém vão começar, interroga-se se estão a ser tidos em conta tais aspectos quer no assentamento das linhas quer na aplicação de outros meios anti-ruído existentes.
«Considerando que os comboios na Linha de Sintra passam ruidosamente durante 20 horas diárias, excedendo certamente os 55 decibéis definidos pela Organização Mundial de Saúde como limite máximo, valor a partir do qual passa a ser nocivo para o ser humano em termos de Saúde Pública, sobretudo no campo das doenças cardiovasculares, surdez e do foro neurológico, a CULS pensa que deveria ser generalizada a aplicação de dispositivos anti-ruído em todo o comprimento da Linha de Sintra, considerando inaceitável que a legislação portuguesa e as directivas comunitárias não estejam a ser respeitadas pela REFER», acusam.


EUA pressionam Europa

Iniciou um périplo pela Europa o procónsul norte-americano Caleb McCarry, diplomata destacado pela Casa Branca para pressionar diversos Estados europeus em relação a Cuba.
McCarry, cujo estatuto político equivale ao desempenhado por Paul Bremen na ocupação do Iraque, tinha em agenda, entre outros países que entretanto Washington não divulgou, visitas a Bruxelas, à Alemanha e Noruega.
O objectivo assumido é convencer os principais governantes dos países membros da UE a manterem as sanções contra Cuba, matéria que deverá ser discutida pelos 27 já no próximo mês de Junho.
Em Maio de 2007, McCarry, acompanhado de outros altos funcionários norte-americanos, percorreu a Europa com o mesmo fim: impedir que as nações do Velho Continente revejam a sua posição face a Havana e assumam uma posição soberana e independente neste capítulo das respectivas relações externas.


Protesto geral no Egipto

Milhares de egípcios saíram segunda-feira à rua, na cidade de Mahalla el-Kobr, no Delta do Nilo, para se manifestarem contra o elevado preço dos bens de primeira necessidade, o governo liderado pelo presidente Mubarak, e denunciarem a corrupção no executivo municipal local.
Os protestos começaram dias antes e tiveram o epicentro na maior fábrica têxtil do país, onde as autoridades intervieram com extrema violência contra uma greve decretada pelos trabalhadores.
Desde que se iniciaram os protestos em Mahalla, mais de 300 pessoas já foram detidas, 90 resultaram gravemente feridas na sequência da repressão, e um jovem morreu baleado pela polícia.
Os promotores da revolta pretendem manifestar-se novamente no próximo dia 4 de Maio, iniciativa que, esperam, mobilize ainda mais egípcios.


Resumo da Semana