Protesto de agricultores

A Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco (ADACB) realizou, segunda-feira, no Fundão, uma marcha de protesto com tractores e máquinas agrícolas. Esta acção - que, no mesmo dia se realizou em Pombal - contou com a presença de dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura.
No protesto, os agricultores reivindicaram, do Governo, diversas medidas de apoio ao sector, «contra os brutais aumentos do preço dos factores de produção, que estão a criar uma grave crise», disse, à Lusa, Mesquita Milheiro, presidente da ADACB.
Em causa estão ainda os aumentos do gasóleo, electricidade, adubos, pesticidas e herbicidas. «Pagam-nos cada vez menos pelos bovinos, o preço do leite na produção também baixou e no caso dos cereais, apesar dos aumentos no consumidor, na produção não há aumento significativo», afirmou, dias antes, acrescentando: «O preço do vinho contínua baixo e as adegas vivem enormes dificuldades económicas».


Europa discrimina cidadãos

A Comissão Europeia tornou pública, nos últimos dias, a proposta de Directiva sobre a aplicação do princípio de igualdade de tratamento entre pessoas, independentemente da religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.
Em comunicado, a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) considera que esta proposta «introduz a possibilidade de discriminar as pessoas idosas e pessoas com deficiência, quando em causa estiverem prestações de serviços financeiros». Por outro lado, continua a APD, «não assegura a igualdade de direitos ao nível da educação, deixando ao critério dos Estados membros a organização do sistema educativo, no caso dos alunos com necessidades educativas especiais».
Ou seja, com esta directiva, «a Comissão Europeia admite violar os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que assinou e se comprometeu a ratificar». «As pessoas com deficiência, que desde há longos anos reclamam uma Directiva específica que assegure a igualdade de direitos e a não discriminação, recusam um instrumento que limita a igualdade e pactua com a discriminação», lamenta a APD.


Mais «prós» do que «contras»

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) acusou, em nota de imprensa, a jornalista Fátima Campos Ferreira de desprezar «os representantes dos utentes e dos trabalhadores». Em causa, está o facto de a apresentadora do programa «Prós e Contras», na RTP1, não ter convidado, no dia 7 de Julho, o MUSP para debater o futuro do Serviço Nacional de Saúde.
«A jornalista em causa sempre se esquece que é uma trabalhadora, decerto muito bem paga por um canal público de televisão, situação que por si só a deveria levar a considerar uma participação mais alargada e abrangente nos referidos programas, não dando apenas voz àqueles que há muitos anos, quer como responsáveis por ministérios, quer como gestores de empresas ou serviços públicos têm contribuído para que cada mais vezes os portugueses e respectivas famílias sintam mais e maiores dificuldades económicas e de acesso aos serviços públicos», acusam os utentes dos serviços públicos.


Degradação do espaço público

Os eleitos da CDU na Freguesia da Buraca visitaram o Bairro do Alto Moinho para se inteirarem dos principais problemas existentes. Em causa está, por exemplo, «um esgoto a céu aberto que a Câmara da Amadora e a Junta de Freguesia chamam de “Ribeira”».
No que diz respeito ao interior do bairro os eleitos do PCP destacaram, pela positiva, a forma «carinhosa» e «cuidada» com que a esmagadora maioria dos seus habitantes trata a sua habitação e áreas envolventes, e, infelizmente, «pela negativa, a forma como são tratados alguns espaços públicos, onde se chega a presenciar situações de altíssima degradação». Também a rede de abastecimento domiciliário de água está «nas últimas».


Desemprego continua a crescer

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 7,5 por cento em Maio, continuando acima da média da Zona Euro, denuncia a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE). No quinto mês do ano, a taxa de desemprego portuguesa foi a quarta mais elevada no conjunto dos 30 países da OCDE e voltou a ficar acima da média dos parceiros da moeda única.


IVG protege as mulheres

As infecções e a perfuração de órgãos associadas ao aborto clandestino diminuíram em mais de metade desde que a lei da Interrupção Voluntária da Gravidez entrou em vigor, há um ano.
Em entrevista à Lusa, a propósito do primeiro ano da aplicação da lei que permite a IVG até às dez semanas, cuja regulamentação entrou em vigor a 15 de Julho de 2007, Francisco George, Director Geral da Saúde, considerou que estes dados revelam que «a lei é boa e protege as mulheres».


Rectificação

Na edição anterior, numa legenda, dá se conta que a Casa-Museu Ferreira de Castro é em Vila do Carvalho. Na realidade, este o museu situa-se em Ossela, Oliveira de Azeméis.


Resumo da Semana