Mudar de política
Os comunistas entendem que na situação actual, marcada pela extrema agudização da crise financeira internacional – testemunho iniludível da falência do sistema capitalista, incapaz de servir os interesses do progresso e da justiça social -, não pode no plano interno continuar a assistir-se à política dos baixos salários e reformas, de ataque aos direitos laborais e sociais e de fraco investimento público, enquanto, em paralelo, prosseguem as privatizações e os privilégios fiscais à banca e ao sector financeiro.
Por isso, nas suas Jornadas Parlamentares realizadas há 15 dias em Braga, afirmaram com veemência o seu repúdio pela tentativa do Governo em justificar a sua política anti-social com a crise internacional, quando ontem o pretexto invocado era o combate ao défice. E sublinharam que no próximo Orçamento do Estado, para responder à prolongada estagnação da economia, urge incluir «medidas concretas para fazer face às consequências sociais e económicas provocadas pela perda do poder de compra dos salários e pensões, pela imparável subida do custo de vida e pela espiral incontrolada das taxas de juro».


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