JCP contra caridade na UBI

A JCP criticou, em nota de imprensa, as medidas implementadas na Universidade da Beira Interior (UBI) «com vista a colmatar os difíceis momentos que os estudantes vivem».
«Não é pela via da caridade, através do banco alimentar da Covilhã, que se consegue pôr fim a um problema que afecta muitos dos estudantes da UBI», afirmam os jovens comunistas, acrescentando: «Não é com a ideia de dar trabalho a estudantes da UBI em serviços da universidade que se combate a falta de meios económicos dos estudantes para prosseguirem a sua vida académica».
A «crise» resolve-se, antes, «com políticas que não visem a destruição do ensino superior público». «O combate a este problema económico e social passa pelo aumento efectivo do apoio à acção social, aumentando o valor das bolsas e o número de estudantes a serem consagrados por ela», acentua a JCP, que exige a «diminuição do preço do prato social nas cantinas», o «aumento da capacidade de alojamento nas residências universitárias» e o fim das propinas, «que este ano já se encontra perto dos mil euros».


Portugal mais pobre

Segundo dados da Eurostat, desde que o Governo PS tomou posse, comparando com o resto da Europa, o rendimento médio de cada português está actualmente mais longe da média europeia do que em 2005. A tendência vinha desde 1999 mas agravou-se no último ano com uma descida recorde no Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 2,5 pontos percentuais face à média da União Europeia.
Esta semana, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEPP) revelou que no mês de Janeiro inscreveram-se 70 334 trabalhadores desempregados, um aumento de 27,3 por cento em relação ao mês homólogo de 2008 e de 44,7 por cento quando comparado com Dezembro.


Crise aguda na agricultura

A Confederação Nacional da Agricultura alertou, sexta-feira, para a «profunda crise» que atravessam «os sectores agrícola, pecuário e florestal» em Portugal. Considerou ainda insuficiente a criação, por parte do Governo, de uma linha de crédito bonificado, no valor de 75 milhões de euros, para a lavoura. Um valor que contrasta com outros financiamentos, a fundo perdido, «como é o caso do projecto Pescanova (concelho de Mira), que conta com 43 milhões de investimento público, e que irá gerar cerca de 200 novos postos de trabalho».
Para denunciar esta situação, a CNA vai realizar, dia 26 de Março, em Lisboa, uma concentração nacional de agricultores. Em causa estão, por exemplo, medidas como a «reposição da ajuda à electricidade verde», a «actualização do “benefício fiscal” ao gasóleo agrícola», a «antecipação do pagamento das ajudas directas» e a «isenção temporária do pagamento das contribuições mensais dos agricultores para a Segurança Social, sem perda de direitos».


Comboios com preços diferentes

O sindicato dos trabalhadores do sector ferroviário distribuiu, sexta-feira, na estação do Pragal (Fertagus) panfletos que denunciam «duas empresas, comboios iguais, percursos idênticos», mas «com preços diferentes».
Nos folhetos é feita a comparação de preços entre o percurso Lisboa/Coina - Fertagus e o percurso Lisboa/Sintra - Comboios de Portugal (CP). «Apesar dos preços bem mais elevados praticados pela Fertagus esta recebe do Estado mais dinheiro do que a empresa pública (CP), a pretexto de um serviço público que não presta», consta no panfleto.


Almada distinguida por mobilidade

Almada conseguiu o segundo lugar no prémio da «Semana Europeia da Mobilidade 2008». O anúncio foi feito, terça-feira, durante a cerimónia de entrega dos prémios em Bruxelas, tendo o primeiro lugar sido atribuído a Budapeste (Hungria).
«Consideramos que foi uma vitória esta distinção porque de entre 220 cidades da Europa que participaram, Almada está entre as três melhores e é importantíssimo levar para Portugal este reconhecimento», afirmou, à Lusa, Rui Jorge, vereador do Ambiente.
O autarca referiu ainda que o segundo lugar não era encarado como uma «derrota» mas sim como um «estímulo» a dar continuidade ao contributo local para as questões do ambiente.


Siza Vieira premiado

O arquitecto português Álvaro Siza Vieira foi galardoado com a Royal Gold Medal for Architecture para o ano de 2009, atribuído pelo Royal Institute of British Architects. A distinção, dada a conhecer em Outubro do ano passado, foi hoje entregue.
Em mensagem enviada «no momento em que recebe mais um importante reconhecimento internacional da sua obra», Jerónimo de Sousa expressou a Siza Vieira, em nome do PCP, «cordiais e sinceras felicitações.
Na nota, o secretário-geral do PCP considera que «a sua obra, o seu trabalho inspirado e criador, honra a cultura portuguesa, prestigia o nosso País, constitui um valioso contributo para um mundo mais justo e mais belo a que aspiramos».


Resumo da Semana