Injustiça no Porto

Três membros do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto foram condenados, na passada semana, pelo Tribunal do Bolhão, por participaram, juntamente com outros cidadãos, numa marcha de protesto contra a nova rede dos Serviços de Transportes Colectivos do Porto.
«Aos que promovem e participam em actos criminosos que lesam outros cidadãos e o próprio Estado em muitos milhares de euros, ou são absolvidos, ou deixa-se prescrever os prazos em que a justiça pode actuar para que não sejam condenados. Aos que de forma ordeira, responsável e voluntária ousam levantar a voz contra situações de injustiça sobre limitações de mobilidade, os tribunais são céleres nos julgamentos e conclusões», acusa, em nota de imprensa, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos.


Quatro anos de desilusão

O Partido Ecologista «Os Verdes» realizou, sexta-feira e sábado, a sua XI Convenção Nacional Ecológica. No discurso de encerramento, Francisco Madeira Lopes fez um balanço negativo dos quatro anos de governação do PS.
«O PS e o Governo de José Sócrates, desenfreado com a maioria absoluta então obtida, revelou o seu verdadeiro rosto, o rosto da desilusão», afirmou o dirigente ecologista.
Francisco Madeira Lopes teceu também várias críticas à política ambiental e ecológica do PS, referindo a «aprovação de todo o tipo de empreendimentos em zonas sensíveis e valiosas do território», o «corrupio de suspensões de Planos Directores Municipais», a «violação de leis de ordenamento do território» e os «Projectos de Interesse Nacional que aceleraram a apropriação privada, a invasão e a destruição irreversível de ecossistemas».


Cansados de promessas

Mais de três centenas de pessoas manifestaram-se, sábado, em Odivelas, com o objectivo de alertar para as degradantes condições que a saúde pública enfrenta no concelho. «Já chega de promessas e de contratos por cumprir. O que tem que ser feito é obra e não discursos para “lavar” responsabilidades. Em pleno século XXI, os responsáveis políticos por esta situação deviam ter vergonha na cara e cumprir as suas responsabilidades», afirma, em nota de imprensa, o Movimento «Mais Saúde».
Em causa está, por exemplo, a falta de médicos de família. «Em cinco anos, o número de pessoas sem médico de família aumentou quase 50 por cento», lê-se numa moção, apresentada e aprovada na acção de protesto. As críticas estendem-se ainda, entre muitas outras, à redução do horário dos Cuidados Continuados Integrados, à inexistência de um equipamento de saúde em Olival Basto e ao encerramento do CATUS de Odivelas.
Cansados de promessas, os utentes exigem, por isso, «mais e melhores cuidados de saúde», «a construção urgente de mais centros de saúde» e «a construção do Hospital Odivelas/Loures».


Encontro nacional de freguesias

Para assinalar o 20.º aniversário da Anafre, mais de dois mil eleitos de freguesia participaram, sábado, em Santarém, num encontro nacional, onde se defendeu o reforço das competências e dos meios das freguesias.
Para além de um grande número de intervenções, onde foram colocados os principais problemas com que se debatem as freguesias, foram aprovadas várias moções sobre, entre outros assuntos, o exercício do mandato em regime de permanência, o alargamento das atribuições e competências e o reforço do financiamento das freguesias.
Uma das moções em discussão, aprovada com 734 votos a favor, três contra e 19 abstenções, defende, nomeadamente, que as competências às freguesias se convertam em «competências próprias e universais» e que acabe com a sobreposição actualmente existente com os municípios.


«Cunhal. Desenhos de Prisão»

A Câmara de Alcochete inaugurou, sexta-feira, no Fórum Cultural, a exposição «Cunhal. Desenhos de Prisão», evento que marcou o início das comemorações do 35.º aniversário do 25 de Abril no concelho e que contou com a participação de um elevado número de pessoas. Esta cerimónia contou, entre outros, com a presença de Luís Miguel Franco, presidente do município, Paulo Alves Machado, vereador da Cultura, e José Casanova, do Comité Central do PCP e director do jornal Avante!.
«Evocando o nome, a obra e a dimensão de Álvaro Cunhal, evoca-se também a liberdade e a vontade, que ainda hoje permanece, de um povo ser mais feliz», disse, na ocasião, Luís Miguel Franco, acrescentando: «Não somos ainda felizes mas, como dizia Álvaro Cunhal, a luta continua e esse momento de felicidade há-de chegar».
Por seu turno, José Casanova felicitou a autarquia por ter iniciado as comemorações do 25 de Abril com a realização desta exposição. «É um bom ponto de partida para comemorar estes 35 anos em que vivemos em liberdade, depois de 48 anos de fascismo», disse.
Patente ao público até 19 de Abril, esta exposição tem entrada livre e pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas. Ao fim-de-semana, esta mostra pode ser visitada das 14 às 18 horas. O espaço encerra aos feriados.


Resumo da Semana