Segurança e saúde no trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defendeu que a recuperação das economias no actual quadro de crise não pode ser feita à custa da desvalorização da segurança nos locais de trabalho.
«Temos de estar particularmente vigilantes para assegurar que as estratégias de adaptação e recuperação económica não estão a ir por caminhos de desvalorização da vida humana e da segurança nos locais de trabalho», afirmou Juan Somavia, director-geral da OIT, na declaração com que assinalou no dia 28 o Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho.
Para aquele responsável, qualquer estratégia de desenvolvimento «sustentável e de sucesso» tem de passar necessariamente por uma «força de trabalho saudável e empresas seguras».
Aquela estrutura das Nações Unidas lembra que, actualmente, em termos mundiais, ocorre cerca de um milhão de acidentes de trabalho por dia, 5 500 dos quais mortais.


Ary em exposição na SPA

A exposição «Ary dos Santos - A força da poesia», patente na galeria da Sociedade Portuguesa de Autores, Lisboa, vai prolongar-se até ao final de Julho, admitindo-se mesmo que possa estender-se até ao final de Agosto, informou na passada semana aquela entidade.
A decisão de prolongar a mostra, que terminava dia 18 de Abril, ficou a dever-se ao enorme interesse que despertou junto do público, nomeadamente escolas e de quantos a têm visitado em grande número.
25 anos depois da morte do poeta e militante comunista, esta é uma exposição que ajuda a conhecer melhor o homem, o seu talento criador, o publicitário e o político que morreu em Lisboa a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos.
A mostra é composta por 30 painéis com diversos materiais, incluindo fotografias, documentos, objectos pessoais de Ary ou relacionados com a sua vida, poemas, letras de canções ou textos que escreveu para revista


Carrilho da Graça premiado

A arquitectura é «uma coisa maravilhosa e universal» afirmou o arquitecto Carrilho da Graça, ao receber na passada semana o Prémio Pessoa 2008.
Natural de Portalegre, aos 56 anos - com uma obra onde se incluem o Pavilhão do Conhecimento dos Mares, na Expo, a Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa e o Teatro e Auditório de Poitiers – define a arquitectura como «um trabalho intelectual e afectivo, de criação de processos de transformação positiva, de construção de desejos».
«Neste mundo em profunda crise, que construir e como?», perguntou, defendendo que «o design e a arquitectura servem fundamentalmente para resolver problemas e é muito mais interessante que o façam para muita gente do que só para alguns». O laureado afirmou continuar «a acreditar na inadiável necessidade de assumir o papel social da arquitectura».


Morreu Augusto Boal

O dramaturgo brasileiro Augusto Boal, embaixador da UNESCO para o teatro, morreu no dia 2, no Rio de Janeiro, aos 78 anos, devido a uma insuficiência respiratória.
Fundador do denominado «Teatro do Oprimido», conceito que tinha subjacente a ideia de que cada um pode ser «actor» da sua própria vida, Augusto Boal entendia o teatro como instrumento de emancipação política e de intervenção social transversal a várias áreas.
Nascido no Rio de Janeiro em Março de 1931, de ascendência portuguesa, integrou o Teatro de Arena de São Paulo.
Durante a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985 esteve exilado em vários países, entre os quais Portugal onde permaneceu na segunda metade da década de 1970, trabalhando com A Barraca, onde assinou a peça «A Barraca Conta Tiradentes» e adaptou «Lisístrata» de Aristófanes.
Enquanto viveu exilado em Lisboa, o músico Chico Buarque dedicou-lhe uma carta em forma de música, intitulada «Meu Caro Amigo», gravada no álbum «Meus Caros Amigos» (1976).
Foi o autor este ano da mensagem internacional do Dia Mundial do Teatro, tendo sido eleito em Março de 2008 - ano em que esteve indicado para o Prémio Nobel da Paz -, embaixador da UNESCO para o teatro.


Previsões sombrias

São más notícias as que chegaram no início da semana de Bruxelas dando conta de previsões da Comissão Europeia que apontam para uma «deterioração significativa» do défice orçamental português de 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 para 6,5 em 2009 e 6,7 em 2010.
As Previsões da Primavera para 2009-2010 revêem em baixa o cenário de contracção da economia portuguesa para 3,7 por cento em 2009 e projectam uma recessão de 4,0 por cento para a União Europeia e para a Zona Euro.
O PIB, segundo Bruxelas, cairá este ano no nosso País 3,7 por cento e 0,8 por cento em 2010, previsão mais pessimista do que a feita em Janeiro último por aquela instância europeia que apontava, respectivamente, menos 1,6 por cento e menos 0,2 por cento.
A dívida pública, por seu lado, deverá passar dos 75,4 por cento do PIB previstos para 2009 para os 81,5 por cento do PIB em 2010, refere Bruxelas.
Quanto ao desemprego, as previsões são igualmente pouco animadoras com a Comissão Europeia a calcular que atinja os 9,1 por cento este ano e os 9,8 por cento em 2010.


Resumo da Semana