Editorial

«O voto que o grande capital e os seus partidos mais temem é o voto na CDU. Eles bem sabem porquê»

COM TODA A CONFIANÇA

Foi a maior, a mais forte, a mais significativa, a mais bela manifestação de rua alguma vez realizada no nosso País por iniciativa de uma força política.
Tão grande foi que ninguém que lá tenha estado pôde ver tudo – e quem lá esteve viu o que nunca antes tinha visto.
Vieram de todo o País e sabiam ao que vinham. Traziam consigo a vontade e a determinação só possíveis em quem tem plena consciência das causas da grave situação do País; a força de quem sabe que há uma solução para os problemas existentes; a confiança e a alegria de quem sabe ser protagonista da mudança necessária rumo a Abril de novo – e que o caminho para essa mudança está na luta: na luta a que a Marcha veio dar mais força e abrir novas perspectivas.
Por isso a Marcha foi o que foi: um mar de gente entre o Campo Pequeno e o Marquês de Pombal, uma imensa e ininterrupta torrente de homens, mulheres e jovens dizendo «basta!» à política de direita do Governo PS/José Sócrates - política do desemprego e da precariedade; do iníquo Código do Trabalho; dos salários, pensões e reformas indignos; dos atentados aos direitos da juventude; da desindustrialização do País e do abandono da agricultura; das desigualdades e injustiças sociais; da pobreza, da miséria e da fome; do desastre nacional; da venda da soberania e da independência do País; de ataque ao conteúdo democrático do regime -política que é tudo isso porque é uma política marcadamente de classe que tem como preocupação exclusiva a defesa dos interesses do grande capital.
Por isso a Marcha foi aquela imensa multidão em luta, carregada de futuro e de esperança, afirmando a CDU como a grande força da ruptura com a política de direita e a verdadeira alternativa de esquerda a essa política – numa confirmação clara de que, como gritaram em uníssono as dezenas de milhares de participantes, «A CDU avança com toda a confiança!».
E, mais do que isso, a Marcha foi a demonstração inequívoca de que a força política representada pela massa humana que encheu de luta e de esperança as ruas de Lisboa tem um papel indispensável, determinante e insubstituível a desempenhar na construção do futuro do nosso País.

E foi com essa confiança nova que os activistas da CDU - os mesmos que, graças a um formidável esforço colectivo, ergueram a Marcha da Confiança - logo no dia seguinte, por todo o País, retomaram a intervenção na campanha eleitoral para o Parlamento Europeu – a batalha prioritária nos dias que temos à nossa frente. Uma batalha para ganhar.
Isto porque, sendo certo que o enorme sucesso da Marcha não é automaticamente o sucesso da batalha eleitoral, não é menos verdade que esse êxito deu mais força e trouxe novos estímulos aos activistas da CDU - militantes do PCP, do PEV, da ID e milhares de cidadãos apartidários – que participam na campanha eleitoral.
E essa participação é a fonte de força essencial da CDU – a força capaz de superar todos os muitos – e conhecidos – obstáculos que se lhe deparam.
Com efeito, observando o tratamento mediático da campanha eleitoral, é óbvio o processo de bipolarização em curso e são óbvios os favorecimentos especiais ao BE e ao CDS-PP – como é óbvio o tratamento de excepção a que é submetida a campanha da CDU.
Sabendo-se que a maior parte da comunicação social dominante é propriedade dos grandes grupos económicos e financeiros – e a que não o é, é como se fosse, dada a instrumentalização a que é submetida pelo Governo; sabendo-se em que partidos o grande capital confia para assegurar o prosseguimento da política de direita – é fácil de entender o comportamento dos média em relação à CDU.
Tudo isso a confirmar, afinal, que o voto que os partidos da política de direita mais temem; o voto que o grande capital mais teme, é o voto na CDU – porque esse é o voto de rejeição da política de direita; é o voto na mudança; é o voto numa política ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.

Na verdade, o voto na CDU é o único que conta para a defesa dos interesses nacionais - que são os interesses dos trabalhadores e do povo; é o voto em quem, nas instâncias europeias como em Portugal, honra os compromissos assumidos; em quem, lá como cá, fez e fará, um trabalho ímpar em quantidade e qualidade; em quem sempre esteve, e estará, ao lado dos trabalhadores, dos jovens, das mulheres, dos intelectuais, das populações, dos reformados e pensionistas, dos micro, pequenos e médios empresários.
E estas são verdades que nenhuma outra força política, dizendo a verdade, pode invocar.
Vamos, então, avançar com toda a confiança - e com a consciência de que é fundamental que nem um voto da CDU se perca; que nem um voto para a mudança seja desperdiçado; que nem um voto possível de ganhar daqui até dia 7 deixe de ser ganho – e procurando juntar aos apoiantes da CDU muitos daqueles eleitores que anteriormente votaram noutras forças e viram, depois, esse seu voto utilizado contra si próprios e contra os seus interesses.
É preciso, e é possível, que no dia 7 de Junho seja dado um passo decisivo no sentido da mudança.
Como afirmou o camarada Jerónimo de Sousa no comício de Beja, «as próximas eleições são uma oportunidade para condenar o Governo PS e mais de três décadas de política de direita de PS, PSD e CDS-PP».
E os dias que temos à nossa frente «são dias de mobilização para o esclarecimento, para que nenhum voto falte na CDU e para que mais votos venham para a CDU».
Se assim é – e é – vamos a isso: com a mesma força, determinação, entusiasmo e alegria com que trouxemos para a rua o Protesto, a Confiança e a Luta.


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