Desemprego sempre a subir

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 28,7 por cento em Agosto relativamente ao mesmo mês do ano passado, registando-se um aumento de um por cento face a Julho, segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional divulgados no dia 18.
No final de Agosto, encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 501 663 desempregados, mais 111 689 do que há um ano.
Conhecidas na passada semana foram também as perspectivas de Emprego 2009 da OCDE, as quais apontam para que o número de desempregados possa chegar a 650 mil no final do próximo ano. A confirmarem-se estes dados, a taxa de desemprego poderá atingir 11,7 por cento, o que representará um aumento de 48 por cento relativamente à registada no final de 2007.
Reagindo a tal cenário, a CGTP-IN reclama uma «mudança de rumo nas políticas», como condição para combater o desemprego, defendendo nomeadamente «políticas orientadas para o desenvolvimento económico e social».


Arrábida a «património mundial»

A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) e o Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade assinaram no dia 18 um protocolo de colaboração que visa preparar o processo de candidatura da Arrábida a «Património Mundial».
Além do património natural, vertente que originalmente motivou o despoletar deste processo, a candidatura prevê incluir o património imaterial das tradições, gastronomia e outros valores regionais.
A candidatura da Arrábida a «Património Mundial», que desde 2004 consta da lista indicativa da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), resultou de uma proposta da Câmara Municipal de Setúbal que, aquando da sua formalização, assumiu o compromisso de dinamizar a candidatura do Parque Natural da Arrábida e da Reserva Natural do Estuário do Sado à obtenção daquela classificação.
De acordo com o protocolo agora assinado, a AMRS assume a coordenação da elaboração da Candidatura da Arrábida a Património Mundial, em estreita articulação com os municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal.


Almeida Faria doa espólio

O escritor Almeida Faria iniciou a doação do seu espólio à Biblioteca Nacional de Portugal, entregando no dia 18 os manuscritos dos romances «Rumor Branco» (1962) e «A Paixão» (1965).
Ficcionista, ensaísta e professor de Estética na Universidade Nova de Lisboa, Almeida Faria escreveu romances que obtiveram vários prémios literários e têm sido objecto de teses universitárias em diversos países.
Nascido em Montemor-o-Novo, a 6 de Maio de 1943, frequentou as Faculdades de Direito e Letras antes de se licenciar em Filosofia. «Rumor Branco», seu primeiro romance, publicado antes de completar 20 anos, valeu-lhe o Prémio Revelação de Romance da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1962.


Demissões na Confap

Cinco dirigentes da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) pediram recentemente a demissão por «discordâncias internas sobre políticas de educação nacional», informou segunda-feira a Lusa baseando-se em declarações do vice-presidente demissionário António Amaral.
Este gesto de ruptura agora assumido expressa a discordância destes elementos com «as posições de apoio do presidente da Confap ao Governo», e ao facto de estas «não terem eco nas associações de pais do distrito de Setúbal», que os demissionários representam.
Em sua opinião a «Confap não vai por um caminho de independência» relativamente ao poder político e ao actual Governo, circunstância que rejeitam e que os leva a ter as mais «sérias preocupações».
Os membros eleitos das associações de pais do distrito de Setúbal querem «uma Confap forte, ligada às associações de pais e independente do poder político», declarou António Amaral.


Agricultura com a corda na garganta

A Confederação Nacional da Agricultura desafiou os partidos políticos com assento parlamentar a esclarecer o País sobre as medidas que pensam adoptar para ultrapassar a grave crise que está a destruir a agricultura familiar e o mundo rural.
Numa carta aberta onde sublinha que a «crise já vem de longe, muito por causa das más políticas agrícolas e de mercados», a CNA aponta responsabilidades lembrando que «menos de cinco por cento dos grandes beneficiários nacionais das ajudas públicas receberam mais de 95 do total dessas ajudas, o que revela a grande injustiça da Política Agrícola Comum e da atribuição dos dinheiros públicos pela agricultura».
Entre os problemas identificados, destaque para os baixos preços à produção (ao mesmo tempo que se mantêm altos os preços dos factores de produção), bem como para a crescente importação de bens alimentares (Portugal importa já mais de 75 por cento dos bens necessários à satisfação das suas necessidades alimentares), o que agrava a nossa balança de pagamentos agro-alimentares que é já hoje superior a três mil milhões de euros.


Resumo da Semana