Homenagem a José Rodrigues

Cerca de 300 pessoas participaram no sábado, 31, num almoço de homenagem ao escultor José Rodrigues. A iniciativa foi da Cooperativa Árvore e do editor José da Cruz Santos e nela participaram destacadas figuras das nossas artes e letras e da vida política.
Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, associando-se ao acto, enviou uma mensagem a José Rodrigues onde sublinha o «grande apreço por uma obra artística notável que muito dignifica a cultura portuguesa».
Dando conta da sua impossibilidade de participar no que classifica de «justa homenagem» ao artista que, além da escultura, se destacou em outras artes como a cenografia, medalhística e desenho, o dirigente comunista expressa ainda a «convicção de que sempre nos encontraremos do lado dos belos ideiais libertadores de Abril».
O presidente da Árvore, Amândio Secca, afirmou que a ideia de homenagear José Rodrigues, que recentemente completou 73 anos, não teve outro intuito que não fosse o de agradecer o trabalho de um dos fundadores da cooperativa, a que presidiu durante 30 anos.
«É um homem que tem excelentes qualidades, não só o seu talento criador, como a sua permanente disponibilidade para ajudar os novos criadores. É um homem generoso», realçou.


Rendimento social de inserção

O número de pessoas a receber o Rendimento Social de Inserção no nosso País aumentou 15,3 por cento até Setembro, face a igual período do ano passado, abrangendo um total de 379 849 beneficiários.
De acordo com informação disponibilizada pela Segurança Social, no final de Setembro existiam 148 377 famílias a receber esta prestação social de combate à pobreza, mais 22 856 do que há um ano atrás.
Em termos médios, em Setembro, a prestação de RSI processada situou-se nos 242,25 euros por família e nos 93,09 euros por beneficiário. O montante atribuído varia em função do rendimento e da composição dos agregados familiares. Os dados oficiais indicam que cerca de 40 por cento das famílias beneficiárias (60 898) não apresenta qualquer tipo de rendimento. Também cerca de 40 por cento dos beneficiários (144 504) têm menos de 18 anos, enquanto 2,5 por cento (9 528) têm 65 ou mais anos.
O número de beneficiários a receber o RSI tem subido, em média, ao longo deste ano 14 por cento.


Lembrar Jorge de Sena

Jorge de Sena, nascido a 2 de Novembro de 1929, foi evocado no domingo no Centro Cultural de Belém numa iniciativa centrada na leitura de poemas e contos seus e na projecção do filme Sinais de fogo, baseado no único romance que escreveu.
Hoje reconhecido como um dos maiores poetas e uma das figuras centrais da Cultura e do Pensamento do século XX português, Sena saiu de Portugal em 1959, tendo-se exilado, primeiro, no Brasil, onde viveu seis anos, e, posteriormente, nos EUA, onde viria a falecer há 31 anos.
A par da escrita, onde se destacou como poeta, dramaturgo, ficcionista e ensaísta, Jorge de Sena desenvolveu uma intensa actividade de conferencista e crítico em jornais e revistas, de coordenador editorial e consultor literário, colaborando ainda nos Cadernos de Poesia.
Os seus restos mortais regressaram ao nosso País em Setembro último.


Jornais baixam vendas

Todos os diários generalistas diminuíram as suas vendas nos primeiros oito meses deste ano face a igual período do ano transacto, com excepção do Correio da Manhã que regista um ligeiro crescimento
Os dados foram divulgados na passada semana e são da Associação Portuguesa para o Controlo de Vendas e Tiragens que esclarece ter havido este ano uma circulação média paga (vendas+assinaturas) menor do que em 2008, não obstante a inclusão das vendas do mais recente matutino, o i.
No total, os diários de informação geral venderam uma média de 328 502 exemplares por dia, ou seja, menos cerca de 20 mil números do que no período analisado em 2008.
Entre as descidas, a maior em termos relativos pertenceu ao 24 Horas, do grupo Controlinveste, cuja circulação paga caiu 22,5 por cento.
Também os diários desportivos analisados pela APCT (A Bola não apresenta valores) registaram quedas nas vendas.


APD exige melhor legislação

A Associação Portuguesa de Deficientes desafiou o Governo a adaptar a legislação nacional aos princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Na base desta posição, assumida no final da passada semana, a constatação de que o actual ordenamento jurídico contraria algumas disposições daquele documento.
Para a APD é igualmente importante que a «definição, planificação, execução e avaliação de políticas destinadas a implementar a Convenção sejam efectuadas em consulta estreita» às organizações que representam as pessoas com deficiência.
Em comunicado, a Associação chama ainda a atenção para os «efeitos devastadores» que a crise está a provocar na vida das pessoas com deficiência, considerando por isso ser urgente tomar «medidas rápidas e drásticas que retirem as pessoas com deficiência do isolamento e da pobreza», garantindo-lhes «condições mínimas de vida».


Portugueses escravizados em Espanha

Mais um caso de autêntica escravatura foi descoberto e desmantelado em Espanha envolvendo 64 vítimas, todas trabalhadores portugueses que estiveram durante mais de um ano às mãos de uma rede criminosa constituída por dez membros, também eles portugueses.
Oriundas de Trás-os-Montes, as pessoas foram aliciados com a promessa de bons salários, comida e alojamento para trabalhar em produções agrícolas em La Ribera, uma área rural entre a Catalunha e o País Basco, ali sendo mantidas, sequestradas, obrigadas a trabalhar de sol a sol, mal alimentadas e na maior parte dos casos sem qualquer remuneração.
O caso foi descoberto após um ano de investigação da Guardia Civil de Navarra que culminou na detenção dos dez criminosos pela «prática de crimes contra os direitos dos trabalhadores».


Resumo da Semana