No âmbito da promoção e da divulgação da Festa do Avante!, os jovens comunistas da Figueira da Foz realizaram, há dias, a pintura de um mural. Com esta iniciativa, pretendeu-se levar mais longe a maior e mais bela iniciativa político-cultural alguma vez feita no nosso País, assim como defender um meio de propaganda.
Comentando a intenção da Câmara Municipal de Óbidos de instalar no centro histórico da vila câmaras de vídeo-vigilância, a Comissão Concelhia do PCP rejeita que seja desta forma que se combate a criminalidade e se defenda a segurança das populações. Para os comunistas, o investimento deveria centrar-se, sobretudo, «numa política de requalificação do parque habitacional do centro histórico e de incentivo à ocupação do mesmo pelas pessoas, contrariando assim o processo de desertificação em curso». Em paralelo, o executivo municipal deveria providenciar no sentido de se promover um policiamento de proximidade e com visibilidade que não abranja só o centro histórico e zonas adjacentes, mas também os bairros residenciais e as freguesias rurais de todo o concelho, reclamando, caso se justifique, mais efectivos para o efeito.
A Cerâmica de Valadares ainda não pagou o subsídio aos trabalhadores que entraram de férias em Agosto, acusou, em comunicado de dia 24, a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP. Os comunistas acusam a administração de, «numa decisão unilateral e quando os trabalhadores se preparavam para voltar ao trabalho», ter resolvido «prolongar as férias por mais alguns dias e criar assim um banco de horas, sem consultar as estruturas representativas dos trabalhadores».
Na sequência do protesto das estruturas representativas dos trabalhadores, estas foram recebidas na semana passada pela administração, que deixou a promessa de regularizar a situação em breve. Num encontro anterior, a administração tinha já feito uma outra promessa – de pagar até 15 de Agosto – o que não sucedeu. À entrada para a reunião, os trabalhadores receberam o apoio solidário de um dirigente regional do PCP, que lhes manifestou o seu apoio às formas de luta que resolverem encetar.
O PCP condenou, numa nota do seu Gabinete de Imprensa de dia 26, a extinção da Escola Móvel, decidida pelo Governo. Trata-se, para os comunistas, de uma decisão que obedece a «critérios economicistas e de destruição de um serviço de qualidade da Escola Pública». Na nota, o PCP salienta ainda que esta experiência inovadora terá permitido a «mais de uma centena de alunos o acesso à escolaridade obrigatória, concretizando o seu direito à educação».
Ora a solução encontrada pelo Governo «não dá resposta efectiva às necessidades destas crianças e jovens»: os professores que integravam a Escola Móvel regressarão às escolas de origem e os professores contratados cessarão contrato, afirma o PCP, lamentando que o reconhecimento do Governo PS a um trabalho com resultados reconhecidos internacionalmente seja a sua extinção. «Não é possível garantir a qualidade do ensino e do acompanhamento destes alunos sem os meios materiais e humanos adequados.»
O PCP manifestou ainda a sua solidariedade com a luta dos estudantes, pais e professores, reafirmando que a extinção da Escola Móvel representa «mais um retrocesso no combate ao abandono e insucesso escolar e um ataque à Escola Pública de qualidade para todos».





