Aconteu
«Tocándar» das instalações municipais

A Direcção dos «Tocándar», associação que promove a formação artística e cultural e afirma a percussão e o bombo na Marinha Grande, recebeu um ofício no qual a Câmara Municipal, do PS ordena que o grupo abandone as instalações que tem ocupado no Edifício da Resinagem até ao dia 30 de Setembro.

Perplexo com a forma e o conteúdo desta decisão, a associação, que exige explicações do executivo camarário (PS), recorda que no seu projecto pedagógico estão inscritos mais de 700 jovens de diversas escolas da Marinha Grande, envolvendo-se na actividade regular entre 50 a 70 elementos.

Os «Tocándar» têm realizado centenas de espectáculos por todo o País, mas também em Espanha, França e Itália, e colaborado com diversos projectos musicais e artistas portugueses e estrangeiros. Desenvolvem ainda actividades de ocupação de tempos livres para jovens, com oficinas de percussão de gaitas de fole, flautas de tamborileiro e pastoris, exploração de caretos e construção e exploração de gigantones e cabeçudos e pauliteiros.

«Quem desenvolve um trabalho voluntário sistemático e socialmente reconhecido não pode andar a mendigar ao poder esmolas de apoio. São os eleitos, neste caso os municipais, que têm o dever de conhecer as necessidades e de prestar o apoio adequado ao movimento associativo voluntário», defende a associação, que agradece «as numerosas manifestações de solidariedade» que têm vindo a receber de diversos pontos do País e do estrangeiro.


31 anos de SNS

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) assinalou, numa nota de imprensa, a criação, há 31 anos, do Serviço Nacional de Saúde (SNS), uma das maiores e mais importantes conquistas alcançadas pelas populações portuguesas, só possível graças à Revolução de 25 de Abril de 1974.

«Com a criação do SNS foram criadas condições e dados passos muito significativos para que todas as pessoas, independentemente da sua condição económica, raça ou cor, usufruíssem do acesso aos respectivos serviços com condições de igualdade», refere o MUSP, que acusa os sucessivos governos de «descredibilizar o seu funcionamento [do SNS] e qualidade em comparação com os serviços privados com o propósito claro de criar as condições objectivas e exigidas pelos grupos económicos privados para a privatização dos sectores da saúde capazes de gerarem lucros».

Em Santiago do Cacém, por exemplo, estão a ser requisitados cada vez mais serviços a empresas privadas devido à redução do pessoal da saúde e da consequente subutilização de serviços e equipamentos. «Entre 2007 e o primeiro semestre de 2010, as despesas com o pessoal no SNS diminuíram 7,9 por cento, enquanto que no mesmo período as despesas com a compra de produtos farmacêuticos, materiais de consumo clínico e outros materiais de consumo cresceram 22 por cento, e as despesas com aquisição de serviços a empresas privadas subiram 7,4 por cento», denuncia a Comissão de Utentes de Saúde da Freguesia de Santiago do Cacém.


William Lara, um exemplo para a vida

O governador do Estado venezuelano de Guárico e ex-ministro da Informação e Comunicação nos governos bolivarianos, William Lara, morreu, no passado dia 10 de Setembro, em resultado de um acidente de viação. Presume-se que o carro onde seguia Lara, de 53 anos, se terá despistado numa estrada a 80 quilómetros da capital, Caracas.

«William Lara foi um exemplo de lealdade, trabalho e empenho em defesa do povo», sublinhou o vice-presidente Elías Jaua, que lembrou igualmente a conduta do membro do Partido Socialista Unido da Venezuela durante o golpe de Estado que, em 2002, tentou, sem sucesso, derrubar do poder o presidente Hugo Chávez.

Em mensagem enviada à embaixada da Venezuela em Lisboa, o Partido Comunista Português expressou sentidas condolências pela morte de William Lara e, por intermédio da representação diplomática de Caracas em Portugal, endereçou à família, aos seus camaradas do PSUV, ao Estado, ao governo e ao povo da Venezuela, a solidariedade dos comunistas portugueses.


Morreu Irwin Silber

Irwin Silber, jornalista norte-americano, editor e activista político, morreu no passado dia 8 de Setembro, em Oakland, Califórnia, aos 84 anos. Co-fundador e editor da revista Sing Out! entre 1950 e 1967, foi um dos percursores do movimento revivalista da música folk nos anos 50 e 60, com os seus textos a garantirem-lhe grande popularidade entre o público norte-americano.

Durante toda a sua vida defendeu ideais políticos de esquerda - tendo pertencido à Juventude Comunista, União dos Estudantes Norte-Americanos e Juventude Democrática Norte Americana - juntando-se a nomes como Woody Guthrie, Pete Seeger e Lee Hays, em defesa da música folk como forma de protesto político e uma forma de afirmação da classe operária. Em 1946, juntos, fundaram a People's Songs Inc. que publicava um boletim com o objectivo de promover e distribuir canções de trabalho.


«Uma lição dos Aloés»

Esteve em cena, até domingo, no Teatro Municipal Mirita Casimiro, Monte Estoril, «Uma lição dos Aloés», um texto do dramaturgo sul-africano Athol Fugard, encenado por José Peixoto. Esta peça retrata uma visão madura de um contexto político e social complexo da África do Sul, no tempo do apartheid, pelos olhos de três personagens: o africânder «Piet» (Jorge Silva), a sua mulher Gladys (Elsa Valentim) e o amigo deles Steve (Daniel Martinho).



Resumo da Semana
Frases