• Carlos Gonçalves

Os «bem vindos» de Sócrates & CIA

Decorre em Lisboa a 20 de Novembro a cimeira da NATO, com delegações de alto nível dos 28 membros e outras que aqui virão encontrar-se com a «liderança» da mais importante aliança militar do imperialismo - cada vez mais super-estrutura planetária de projecção de força, de agressão, opressão e guerra aos direitos e soberania dos povos e de subversão do direito internacional.

Muitos dos que vão participar na cimeira, ou circular na «sala de espera», virão à «corte do imperialismo» apenas para a genuflexão de vassalagem, ou pela «socialite», devidamente mediatizada.

Mas não haja subestimação. Vão decidir novos passos na ofensiva do imperialismo. Não lhes chega a guerra no Afeganistão e Paquistão, o cerco à Rússia e à China, a UE feita pilar europeu da NATO, agora visam um «Conceito Estratégico» para novas agressões e projectar poder no Atlântico Sul, no Índico, em África...

Perigos que os povos do mundo têm de combater, como estamos a fazer por cá - o povo português não esquece o apoio ao fascismo e ao colonialismo, as ameaças à Revolução de Abril, as bases estrangeiras, a presença das FFAAs nas guerras imperialistas. A NATO não é bem vinda em Portugal!

A cimeira da NATO é bem vinda para o PS/Sócrates, o PSD, Cavaco Silva e os mandantes desta criminosa política de direita. A ocasião de subserviência ao imperialismo norte-americano e às grandes potência europeias é uma oportunidade de se mascararem de «estadistas» e de dourarem o embrulho do apoio dos «aliados».

É a ocasião de avançar no seu desígnio de limitar direitos, liberdades e garantias, de impor medidas securitárias e repressivas, de intimidação e arbitrariedade policial e de espionagem e de instigar o medo para impedir o direito à manifestação e criminalizar a luta – todas as lutas.

Fica tudo claro na hiper-actividade da central de comando do Governo e dos serviços de informações, da CIA, da Mossad e etc.; fica evidente nos blogs dos seus anarco-provocadores de serviço; fica expresso no frenesim das suas antenas mediáticas, brandindo ameaças - terroristas, atentados, guerra química, vandalismo e violência urbana, e promessas de blindados e cargas policiais.

Não nos intimidam. A manifestação é um direito de Abril que se defende no seu exercício firme, combativo e pacífico. Paz sim, NATO não!



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