Cimeira da NATO deixou associações militares à porta

O secretariado da Cimeira da NATO recusou receber, no sábado, 20,  uma delegação de representantes do Fórum Mediterrâneo das Associações Socioprofissionais Militares da EUROMIL (Organização Europeia das Associações Militares).

Os representantes associativos pretendiam entregar uma moção aprovada por unanimidade no último Presidium da EUROMIL, realizado nos dias 29 e 30 de Outubro.

O texto recusado pela Cimeira da NATO chama a atenção para «o uso continuado da repressão cega e autista contra dirigentes e activistas do associativismo militar», nos países do Sul da Europa.

Entre os exemplos referidos estão, entre outros, o caso de um dirigente espanhol castigado com 60 dias de detenção ou de um italiano processado disciplinarmente por ter participado em reuniões da EUROMIL. Mas também em Portugal se registam numerosos abusos. Só entre 2005 e 2009 foram levantados mais de 50 processos disciplinares, alguns dos quais ainda decorrem.

O Fórum considera «contraditório que as associações tenham relações institucionais com a NATO, com o Parlamento Europeu, com governos, parlamentos e chefias militares nacionais (…) e que, em simultâneo se tente prejudicar pessoalmente os homens e as mulheres que são o rosto visível deste esforço».

A moção salienta ainda que o objectivo das associações é fazer «um levantamento das preocupações sentidas pelos militares em geral e levá-las junto de quem tem meios para a dirimir».

Neste sentido, o Fórum Mediterrânico da EUROMIL  «apela a todos os governos, parlamentos e chefias militares dos seus países constituintes que deixem de encarar o associativismo socioprofissional como um inimigo, suspendam de imediato todas as medidas disciplinares contra os seus membros e legislem com o objectivo de o tornar legal ou cumpram, de facto, a legislação existente».



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