Breves
Custos acrescidos

A CDU de Vila Nova de Gaia apresentou e fez aprovar uma moção sobre a introdução de portagens nas SCUT, que «implicou um custo acrescido para as famílias e as empresas, sobrecarregou vias secundárias sem as mínimas condições para o tráfego intenso de viaturas ligeiras e pesadas e em simultâneo com o trânsito pedonal, degradou o ambiente, infernizou a vida de muitos gaienses que demoram ainda mais tempo a percorrer o trajecto entre a casa, o trabalho e as escolas, para quem tem de transportar os jovens alunos».

Esta situação, segundo os eleitos do PCP, é «particularmente difícil em alguns pontos, designadamente naqueles onde a via agora portajada foi construída sobre a antiga estrada, como aconteceu com a EN109, em Gulpilhares».

Num outro documento, também aprovado por unanimidade, os comunistas manifestaram a sua solidariedade com os trabalhadores da Valsan, que ameaça encerrar. «Trata-se de uma grande perda, tanto pelos cerca de 200 postos de trabalho em causa como por se tratar de uma empresa metalúrgica relevante para o sector produtivo, que assim ficará mais debilitado», lê-se na moção.


CDU exige «transparência»

A CDU de Fail, concelho de Viseu, alertou, em nota de imprensa, para a «falta de transparência» da autarquia na gestão do seu património, o que «deixa muitas dúvidas ao povo». Entre outros exemplos, os eleitos do PCP referem que a «Câmara comprou, antes das últimas eleições autárquicas, a quinta da Rua do Bargão, para aí construir um centro de dia». «Essa propriedade possui muitas árvores de fruto (oliveiras, castanheiros, aveleiras e outras). Quem apanha e arrecada esses frutos? Nessa quinta existiam muitos pilares de braço, em cimento, que davam apoio às latadas. Alguém sabe para onde os levaram?», interrogam-se.

Na opinião dos comunistas, «uma correcta gestão dos bens da Freguesia obrigava a que a Junta fizesse arrematações públicas de todos esses bens», colocando-se «editais para avisar os interessados e num dia determinado fazia-se a respectiva arrematação». «O dinheiro do produto da venda revertia depois a favor de obras na Freguesia, logo, a favor de toda a população», defendem, em nota de imprensa.


Obras podem avançar

A construção do novo centro de Saúde da Quinta do Conde, em Sesimbra, que os utentes da freguesia exigem há mais de dez anos, já tem visto do Tribunal de Contas (TC) e pode, por isso, avançar.

As obras do novo edifício começaram em Junho de 2009 mas pararam em Outubro desse ano porque o empreiteiro faliu. Para que os trabalhos fossem retomados, era preciso que a proposta do segundo classificado no concurso público fosse aprovada pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e depois pelo TC, o que aconteceu recentemente. De acordo com dados da ARSLVT, a extensão de saúde da Quinta do Conde significa um investimento estimado de 1,2 milhões de euros.

Segundo a Comissão de Utentes de Saúde da Quinta do Conde, as infraestruturas de que os 30 mil habitantes da Freguesia dispõem para responder às suas necessidades de saúde foram pensadas para quatro mil habitantes. Na Freguesia, estima, há cerca de 22 mil utentes sem médico de família.

Em declarações à Lusa, o representante da comissão, Fernando Patrício, afirmou que o visto do TC «é um passo em frente», e defendeu que as obras deveriam arrancar «até ao final do ano», garantindo que «a comissão vai, no entanto, manter-se vigilante».


Orçamento exigente

A Câmara de Almada aprovou, sexta-feira, com os votos contra do PS e do PSD, e a favor do BE, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2011.

A proposta apresenta um montante global de 115 milhões de euros e inclui o Orçamento camarário e o Orçamento dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento. Para a presidente da autarquia, Maria Emília de Sousa, «este é um documento sólido e muito exigente», feito na sequência de «uma avaliação muitíssimo apertada em relação à receita» para «fugir aos orçamentos de ilusões».