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URAP homenageia José Neves Amado

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A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) assinalou, dia 16, o centenário de José Neves Amado, antifascista, que esteve preso 15 anos no Campo de Concentração do Tarrafal.

A iniciativa partiu do núcleo de Aveiro da URAP, que quis lembrar a figura de Neves Amado, marinheiro aveirense que participou na Revolta dos Marinheiros da Armada, em 8 de Setembro de 1936.

Nascido em 16 de Janeiro de 1911, Neves Amado foi preso no dia da sublevação. Julgado e condenado pelo Tribunal Militar Especial, foi deportado para Cabo Verde em 18 de Outubro de 1936 e internado no campo de concentração do Tarrafal até 13 de Maio de 1951, data da sua transferência para a enfermaria da Cadeia Penitenciária de Lisboa.

Após o 25 de Abril foi reintegrado na Armada e agraciado com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade em 19 de Maio de 1999. Faleceu em princípios de Maio de 2004.

O Núcleo de Aveiro da URAP pretende apresentar aos órgãos autárquicos a proposta de atribuição do nome de José Neves Amado a uma importante via da cidade.


Utentes renovam buzinão

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As comissões de utentes contra o pagamento de portagens nas ex-Scut realizaram um novo buzinão, na terça-feira, 18, em Matosinhos. A acção foi decidida no sábado anterior numa reunião que juntou representantes das comissões de utentes das vias A28, A29 e A41 e A42 e que fez o balanço dos primeiros três meses de cobrança.

Para além de manterem a sua oposição ao pagamento de portagens nas referidas vias, as comissões denunciam a escassez de postos de venda, as informações contraditórias, a falta de equipamentos, o complicado processo de pós-pagamento e o burocrático processo de habilitação ao regime temporário de isenções e descontos.

Por outro lado, os representantes reunidos consideraram que «o processo é reversível» e que «não vão desistir de mostrar a sua indignação».

As comissões salientam que a situação de várias empresas foi agravada pela introdução das portagens nas Scut, que representam igualmente encargos que pesam no já debilitado orçamento das famílias.


Escravatura atinge 27 milhões no mundo

O tráfico de seres humanos atinge entre 600 mil a 800 mil pessoas por ano, sendo gerador de uma receita de nove mil milhões de dólares (sete mil milhões de euros), segundo dados da Coligação para a Abolição da Escravatura e o Tráfico (CAST), organização norte-americana que calcula em 27 milhões o número de pessoas escravizadas no mundo.

A CAST considera como grave a situação nos Estados Unidos, para cujas cidades são atraídos anualmente 50 mil homens, mulheres e crianças para serem explorados em regime de escravidão.

Na Califórnia, um relatório dos organismos de imigração dá conta de 10 mil mulheres em Los Angeles que trabalham como escravas na indústria sexual, mas este número não inclui as pessoas escravizadas em trabalhos domésticos, fábricas ou na agricultura.

As receitas desta actividade criminosa colocam-na em terceiro lugar, a seguir ao tráfico de armas e drogas.


Obra de Giacometti patente até Fevereiro

A exposição «Michel Giacometti, 80 anos, 80 imagens», que assinala os 80 anos do nascimento do etnomusicólogo, vai continuar patente, até 26 de Fevereiro, no Convento dos Remédios, em Évora.

A mostra, inaugurada em Outubro passado, inclui um programa de actividades paralelo, que decorre às sextas-feiras, e visa ajudar os visitantes a descobrir e aprofundar mais o trabalho do etnomusicólogo.

As diferentes sessões previstas contam com a participação de grupos corais, de antropólogos, sociólogos e outros especialistas e investigadores da música tradicional portuguesa.


Liberdade para os cinco cubanos

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Um surpreendente painel publicitário surgiu, dia 11, na Avenida 37, em pleno coração da Pequena Havana de Miami, coberto com as fotografias dos cinco patriotas cubanos injustamente presos nos Estados Unidos.

A iniciativa partiu da «Alianza Martiana», uma associação integrada por cubanos e outros latino-americanos que defendem relações de amizade e respeito mútuo entre os Estados Unidos e os povos livres da América Latina.

A organização pagou 1500 dólares a uma conhecida empresa do sector pela afixação do cartaz e aluguer do espaço por um mês. Mas logo no primeiro dia, quando alguns ainda pensavam que podia reinar um ambiente de tolerância e liberdade de expressão nas ruas de Miami, grupos anticubanos concentraram-se no local exigindo a retirada do painel e ameaçando os seus promotores.

Cedendo às pressões, vindas certamente de vários lados, a empresa de publicidade violou o contrato e, na manhã seguinte, substituiu o cartaz que pedia «Liberdade para os cinco cubanos» por um outro anúncio publicitário.



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