Editorial

«A batalha continua até à contagem do último voto na noite de domingo»

O VOTO É UMA ARMA

A três dias das eleições, é muito ainda o trabalho que temos pela frente.

Há que concretizar as muitas iniciativas previstas para estes últimos dias, há muita gente ainda a contactar e a esclarecer, há muitos eleitores a ganhar para o voto certo – que é o voto na defesa dos seus próprios interesses e direitos: o voto em Francisco Lopes.

Na verdade, a três dias das eleições estamos, ainda, a construir o resultado eleitoral, estamos, ainda, a esclarecer e a conquistar votos.

Isto, mesmo tendo em conta que, olhando para o que tem sido a nossa campanha, são muitas as razões para nos sentirmos satisfeitos com o trabalho desenvolvido; com o envolvimento intenso, empenhado e confiante do colectivo partidário – ao qual se juntaram milhares de amigos e companheiros de luta; com a receptividade e o apoio crescentes que a nossa candidatura, a candidatura de Francisco Lopes, encontrou junto dos trabalhadores e do povo.

A nossa campanha levou a confiança e a esperança a milhares e milhares de homens, mulheres e jovens – humilhados e ofendidos pela política de direita, pelos seus PEC e pelo seu Orçamento do Estado – que viram no apoio e no voto na candidatura de Francisco Lopes o caminho certo para dar força à necessária mudança e à construção de um novo rumo para Portugal.

Isso é visível em todas as iniciativas que temos levado a cabo, das maiores às mais pequenas, do simples contacto com um grupo de pessoas ao grandioso comício de domingo, no Campo Pequeno – a maior e a mais participada iniciativa até agora realizada em toda a campanha por qualquer candidatura.

Mas há mais a fazer. Como afirmou o Secretário-geral do Partido, «precisamos agora de um esforço final, convocando todas as nossas energias e disponibilidades para ampliar a corrente de simpatia e apoio à candidatura de Francisco Lopes».

A batalha continua até à contagem do último voto na noite de domingo – esta batalha, a das presidenciais, porque depois de domingo a luta continua. Contra a política de direita, com a qual se identificam e à qual estão ligadas todas as candidaturas menos uma: a de Francisco Lopes, o nosso candidato.

 

Enquanto as restantes candidaturas se limitam, de uma forma geral, às iniciativas nas quais participam os respectivos candidatos, na candidatura de Francisco Lopes multiplicam-se as iniciativas – debates, sessões, comícios, contactos com as populações – levadas a cabo, todos os dias, por todo o País, por apoiantes da candidatura que têm, também eles e como o candidato, muito a dizer aos eleitores.

É a diferença entre candidaturas que existem com o objectivo de perpetuar o estado de declínio gerado por quem as apoia e uma candidatura que é expressão de um projecto e vontade colectivas, da coerência, da determinação, da identificação com os interesses dos trabalhadores, do povo e do País; de uma candidatura que é cada vez mais a candidatura de todos aqueles que, justamente indignados com o actual rumo de desastre, aspiram a uma mudança que dignifique as suas vidas e a vida do País.

Pelo que já fizemos – e pelo que faremos nos três dias que faltam – é possível construir um grande resultado eleitoral, uma votação que dê força à vontade de ruptura e de mudança, que condene inequivocamente o rumo de declínio nacional, de injustiças sociais, de empobrecimento dos portugueses em consequência da política de direita do PS, do PSD, do CDS, dos candidatos Cavaco Silva e Manuel Alegre – e dos outros candidatos do OE: Fernando Nobre e Defensor Moura.

E aos que espalham profecias, idealizam cenários à medida dos seus desejos e fazem contas de cabeça em torno dos resultados eleitorais, Jerónimo de Sousa deu a resposta necessária: «Quantos mais votos tiver a candidatura de Francisco Lopes, menos hipóteses tem Cavaco Silva de vencer e menos força e campo de manobra têm os protagonistas e executores da política de direita» – e mais força têm os que, no dia 24, vão prosseguir a luta decisiva.

 

Porque é na luta e na intervenção activa dos trabalhadores e do povo que se encontra o caminho da mudança.

Mostraram-no as massas trabalhadoras e populares, no ano que passou, levando por diante um vasto conjunto de formidáveis lutas, que atingiram a sua expressão maior na poderosa Greve Geral de 24 de Novembro, a qual, envolvendo mais de três milhões de trabalhadores, confirmou as capacidades, as potencialidades e a força da força organizada dos trabalhadores.

É necessário que essa luta prossiga, se intensifique e se amplie nos tempos que aí vêm e que se expresse de forma clara, já no próximo domingo, dia em que os trabalhadores têm como arma de luta, o voto – uma arma que, bem utilizada, entregue a quem de certeza a irá honrar, constituirá um significativo contributo para alcançarem os objectivos que se propõem.

E é necessário, também, atrair a essa luta muitos que, por diversas razões, desistiram de lutar, mas cuja participação e intervenção é fundamental para dar a volta a isto – objectivo que pode receber um muito forte impulso nas eleições presidenciais do dia 23.

A candidatura de Francisco Lopes é, nas palavras do próprio candidato – palavras certeiras, solidárias, carregadas de esperança e confiança – «uma candidatura que se dirige também a todos os que sentem vontade de desistir, dizendo-lhes que não desistam, que vale a pena acreditar, que vale a pena confiar em quem tem palavra e está consigo nas suas lutas e inquietações; dizendo-lhes que a melhor resposta que têm para dar é juntarem-se a nós com o seu voto para condenar os que, no Governo e na Presidência, há muito desistiram de Portugal».


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