Aconteu
Cascais com resíduos ilegais

Segundo o Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV), foram depositados ilegalmente, ao longo de dez anos, em solos circundantes à estação de tratamento da Tratolixo, em Trajouce, na Freguesia de S. Domingos de Rana, Cascais, cerca de 150 mil toneladas de resíduos não tratados. Estes resíduos, que contaminam os solos e as águas subterrâneas, ainda não foram retirados porque a Tratolixo alterou o plano de reabilitação ambiental em vez de executar o Plano de Reabilitação Ambiental de Trajouce-Cascais aprovado pelo Ministério do Ambiente.

Questionando o Governo sobre as medidas que tenciona tomar face a esta situação, José Luís Ferreira, do PEV, salientou que aquela situação «constitui um grave atentado ambiental» e informou que «as análises aos solos e aos lençóis freáticos terão apresentado valores de contaminação superiores aos admissíveis, resultado das infiltrações e dos lixiviados líquidos resultantes da decomposição dos lixos», o que representa «um grande perigo de saúde pública das populações que se têm vindo a queixar dos constantes maus cheiros». «A este cenário acresce ainda outra situação de eminente risco de explosão, pela elevada concentração de gases, designadamente de metano, resultantes da degradação dos resíduos», alerta o deputado ecologista.


Valorizar a produção nacional

A Confederação Nacional de Agricultura apelou esta semana às autarquias transmontanas para apenas licenciarem superfícies comerciais nos seus concelhos se estas se comprometerem a «ajudar» a escoar os produtos agrícolas da região.

«As grandes superfícies comerciais continuam a abastecer-se nos mercados internacionais, sem terem a mínima preocupação em escoar parte da produção agrícola regional», afirmou, em declarações à Lusa, Armando Carvalho, lembrando que, dando o exemplo da batata, a região «está capacitada para produzir, embalar e colocar no mercado um produto de qualidade» dentro dos padrões estabelecidos por essas superfícies comerciais. «No entanto, os cadeias de hipermercados têm acordos com as centrais de compras em outros países europeus, o que faz com que o produto nacional fique de fora de mercado», explicou.

A CNA revelou ainda a existência de outros produtos da região que poderiam ser mais «rentabilizados» e tidos como «obrigatórios» nas listas de compras das grandes superfícies, como a carne proveniente de raças autóctones, cereal, vinho e azeite.


«<i>Uma Estrela Viaja na Cidade</i>»

«É noite. A acção passa-se numa esplanada, tendo por fundo a silhueta da cidade. Em primeiro plano, uma árvore despida: só troncos e galhos». Assim começa «Uma Estrela Viaja na Cidade», um livro para crianças de Papiniano Carlos, um dos últimos representantes vivos da segunda geração neo-realista, com ilustração de Elsa Lé, um poema dramático, onde o poeta apela à sensibilidade humana e sonha com a chagada da Primavera... no coração dos homens.

Papiniano Carlos, que tem dividido a sua vida entre a escrita e a luta pela liberdade, nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo), Moçambique, a 9 de Novembro de 1918. Publicou o seu primeiro livro em 1942, um volume de poesias intitulado «Esboço». Desde então, tem vindo a escrever muitos outros, distribuídos pela poesia, dramaturgia e ficção, com destaque para «Mãe Terra», «As Florestas e os Ventos – contos e poemas», «A Rosa Nocturna», «A Ave sobre a Cidade» e «O Rio na Treva». Para a infância e juventude escreveu: «Luisinho e as Andorinhas», «O Grande Lagarto da Pedra Azul» e «A Viagem de Alexandra».


Fluviário contra a crise

O Fluviário de Mora, no Alentejo, não vai aumentar os preços dos bilhetes de entrada no equipamento, apesar de a taxa de IVA ter passado de 21 para 23 por cento. Esta medida, segundo os responsáveis do Fluviário, justifica-se com a «grave e complexa situação financeira que o País atravessa, com as famílias portuguesas a ser afectadas por um figurino fiscal mais pesado, a par de um conjunto de medidas de austeridade que diminui o poder de compra da larga maioria dos portugueses».


Terror em Moscovo

Uma explosão suicida ocorrida domingo no Aeroporto de Domodedovo, no terminal de chegadas dos voos internacionais em Moscovo, provocou a morte de 35 pessoas, oito dos quais estrangeiros. Não há cidadãos portugueses entre as vítimas. Segundo as últimas informações, o atentado foi provavelmente cometido por uma mulher suicida e por um cúmplice, um modo «habitual», segundo as autoridades policiais moscovitas, de acção dos rebeldes do Cáucaso Norte.



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