Amplo repúdio

A agressão imperialista contra a Líbia está a motivar um amplo repúdio mundial. Venezuela, Namíbia, Bulgária, Cuba, Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia, Uruguai, Índia, foram alguns dos países cujos representantes se manifestaram contra a guerra e favoráveis à resolução pacífica do conflito.

Em visita oficial ao Brasil, Barack Obama enfrentou fortes protestos populares, que destacaram o facto do presidente dos EUA ter ordenado a intervenção enquanto se encontrava em território brasileiro. «Uma afronta», considerou Socorro Gomes, presidente do Conselho Mundial da Paz.

Para o CMP, a criação da zona de exclusão aérea na Líbia foi «um ardil para que as forças imperialistas assentem ali os seus tentáculos», tratando-se de uma «flagrante violação do princípio da autodeterminação dos povos do mundo e, em lugar de promover a Paz, representa uma injecção de combustível numa situação de conflito existente».

O Conselho teme ainda que «os ataques aéreos e navais possam transpor as fronteira da própria Líbia, gerando um conflito regional de consequências imprevisíveis».

No mesmo sentido, um comunicado conjunto subscrito, até há hora do fecho da nossa redacção, por 53 partidos comunistas de todo o mundo, entre os quais o PCP, sublinha que «os assassinos imperialistas encabeçados pelos EUA, França, Grã-Bretanha e NATO, com a aprovação das Nações Unidas, iniciaram uma nova guerra imperialista», e invocando razões humanitárias «atiraram areia para os olhos dos povos» para esconderem que «o seu verdadeiro objectivo são os recursos energéticos da Líbia».

«Os partidos comunistas e operários condenam a intervenção militar imperialista. Deve ser o povo da Líbia a determinar o seu futuro», dizem, e apelam a que «os povos reajam exigindo o fim imediato dos bombardeamentos e da agressão imperialista».

 

Povos protestam

 

Entretanto, no Chile, Barack Obama voltou a ser 'brindado' com uma gigantesca manifestação de protesto. Os milhares de participantes contestaram a agressão à Líbia e o acordo de cooperação entre Santiago e Washington que contempla a área nuclear. «A política dos EUA com Obama não mudou», acusou Guillermo Teillier, presidente do Partido Comunista do Chile, que deu como exemplo os acontecimentos na Líbia.

no Cairo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, teve que fugir da Praça Tahir quando centenas de egípcios o abordaram para contestar a agressão à Líbia, enquanto que frente à Casa Branca, em Washington, a democracia norte-americana deu prova de vida e pelo menos uma centena de activistas contra a guerra foram presos durante uma manifestação que assinalava, simultaneamente, os oito anos da ocupação do Iraque e o início da agressão à Líbia. Actos semelhantes ocorreram em Nova Iorque, São Francisco ou Chicago.



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