Breves
Protestos diários na Grécia

Centenas de milhares de trabalhadores gregos paralisaram, dia 9, em protesto contra o novo programa de cortes e privatizações aprovado na mesma data pelo parlamento helénico.

A greve afectou fortemente o funcionamento da administração pública, hospitais, empresas do Estado, transportes urbanos, caminhos-de-ferro, portos e Banca, fazendo prever uma adesão massiva à terceira greve geral deste ano, realizada ontem, quarta-feira, 15.

 


Espanha facilita despedimentos

Menos de um ano após a controversa reforma laboral que embarateceu os despedimentos, reduzindo as indemnizações para 20 dias por cada por ano de antiguidade, o governo espanhol aprovou, dia 10, novas normas que fragilizam os trabalhadores.

Embora o pretexto seja dar mais «flexibilidade» às empresas para «criar empregos», o executivo ainda liderado por Zapatero não logrou desta vez obter o acordo dos sindicatos.

Pelo contrário, milhares de manifestantes concentraram-se nas noites de quarta-feira e quinta-feira, dias 8 e 9, frente ao parlamento espanhol, dizendo que a reforma é apenas do interesse dos empregadores.


Agência ameaça França

A agência de notação Standard & Poor’s ameaça baixar a nota máxima atribuída à França (AAA), caso o país não realize a reforma dos sistemas de saúde e de pensões até 2020.

No relatório divulgado dia 10, a agência explica que a actual classificação, que permite ao país aceder ao crédito nas condições mais favoráveis, só será mantida se for alcançado o equilíbrio das contas públicas em 2016. Caso contrário ocorrerá uma degradação progressiva da nota, podendo entrar na categoria de investimentos especulativos antes de 2040.