Jovens pagam o preço mais alto

O preço mais alto da crise está a ser pago pelos jovens da União Europeia e de outros países desenvolvidos, afirma a Organização Internacional do Trabalho (OIT) num estudo relativo a 2010.

De acordo com o documento divulgado dia 19, os números absolutos e taxas de desemprego entre os jovens atingiram os valores mais elevados desde que começaram a ser registados a nível internacional, em 1991.

No final de 2010, salienta o estudo intitulado «Tendências Globais de Emprego para os Jovens», havia 75,1 milhões de jovens em todo o mundo com dificuldades em encontrar emprego, mais 4,6 milhões do que em 2007.

O aumento de 4,5 milhões, verificado entre 2008 e 2009, «não tem precedentes» e representa um salto abrupto comparado com o aumento médio anual de 100 mil pessoas até 2007.

Na maioria das economias desenvolvidas, as taxas de desemprego juvenil ultrapassam as registadas entre adultos, e em países como a Itália é mesmo três vezes maior, caso semelhante ao da Grécia, Hungria, Eslováquia e Reino Unido, onde se aproximam ou ultrapassam os 30 por cento.

Na Irlanda, por exemplo, o desemprego juvenil disparou de nove por cento em 2007 para para 27,5 por cento em 2010. E muitos dos que encontram emprego são obrigados a aceitar condições desfavoráveis, reconhece a OIT, que assinala o aumento do trabalho em part-time em quase todas as economias desenvolvidas.

Em Portugal, os dados da agência indicam que o desemprego entre jovens aumentou de 16,6 por cento em 2007 para 22,3 por cento no ano passado, e o emprego em part-time de 8,2 por cento para 11,2 por cento.



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