Tunisinos votam em massa

Milhares de tunisínos votaram nas primeiras eleições livres realizadas no país desde a independência. De acordo com a Instância Superior Eleitoral Independente (ISEI), citada pela Lusa, cerca de 90 por cento dos eleitores inscritos participaram num processo onde foram registadas algumas irregularidades.

Os 217 deputados da futura Assembleia Constituinte terão como missão redigir um novo texto fundamental, substituindo o actual, datado de 1959. Terão ainda que nomear um governo provisório e preparar as legislativas e presidenciais até ao final de 2012 ou início de 2013.

Na campanha eleitoral participaram centenas de partidos políticos, listas de candidatos independentes e coligações. O Ennahda, de cariz confessional, reclamou, entretanto, a maioria dos votos, baseando a sua previsão numa contagem própria e no apuramento dos círculos da emigração, nos quais, efectivamente, conquistou metade dos lugares disponíveis.

O Partido Comunista dos Trabalhadores da Tunísia foi dos poucos a apresentar uma mulher como cabeça de lista. A sua direcção contava assegurar um bom resultado no sufrágio, considerando a disparidade de meios face aos partidos de inspiração islâmica e aos demais apoiados pela burguesia nacional e estrangeira.



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