O PCP contesta o encerramento anunciado de quatro publicações do grupo Impala (entre elas a revista Focus) e o consequente despedimento colectivo de 70 trabalhadores, jornalistas e não só. Num comunicado do Grupo de Trabalho do PCP para as Questões da Comunicação Social, de dia 19, manifesta-se a solidariedade para com os trabalhadores atingidos e considera-se «incompreensível» a decisão do grupo Impala, «não só à luz do aumento de vendas da revista Focus em 27,8 por cento em 2011 como também dos lucros globais do grupo que detém 11 revistas».
Face a isto, o PCP defende que sendo irreversíveis os encerramentos anunciados, os trabalhadores devem ser recolocados nas restantes publicações do grupo Impala. Os comunistas salientam ainda que este despedimento e outros que estão anunciados, a somar ao encerramento de títulos, degradação das condições de trabalho, privatização e liquidação de empresas públicas acarretam profundos impactos na «diversidade, qualidade e pluralismo na comunicação social em Portugal com reflexos na vida democrática do País».
A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP acusa o Governo de apoiar o grupo Soares da Costa no anunciado despedimento de mil trabalhadores. Os comunistas lembram que nos primeiros nove meses de 2011 o grupo registou um lucro de 4,3 milhões de euros.
Para o PCP, este despedimento contou com o «aval e consentimento do Governo, nomeadamente por parte do Ministério da Economia, para proceder a rescisões por mútuo acordo que ultrapassam o limite imposto por lei». Assim, conclui a Comissão Concelhia, o Governo e o grupo Soares da Costa «juntam-se na imoralidade de despedir cerca de mil trabalhadores numa empresa altamente lucrativa, engrossando mais os níveis de desemprego no País e em Vila Nova de Gaia».
Noutro comunicado, a Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia informa que os despedimentos no grupo Salvador Caetano chegaram ao Parlamento Europeu pela voz dos comunistas. O PCP lembra, numa pergunta dirigida à Comissão Europeia, que o grupo em causa recebeu mais de 3,8 milhões de euros em apoios do QREN e que entre 2007 e 2010 teve um aumento de vendas superior a 1300 veículos.
O PCP apresentou um projecto de resolução na Assembleia Legislativa Regional dos Açores contra a intenção do Governo de fazer reverter o roubo dos subsídios de férias e de Natal dos trabalhadores açorianos para os cofres do Estado. Os comunistas, que se opõem a este roubo, consideram «mais um completo atropelo dos direitos da Região a dispor livremente dos seus próprios meios financeiros, violando grosseiramente a Constituição e o Estatuto Político-Administrativo». A coberto deste roubo, o que o Governo PSD/CDS pretende é «retirar receitas ao Orçamento Regional para cumprir as suas próprias metas orçamentais». Para o PCP, esta medida «sujeita os açorianos a uma dupla penalização» pois para além de serem privados dos seus subsídios não verão essas verbas serem investidas no desenvolvimento do arquipélago.





