Aconteu
«Relvas queria pastéis de nata sem açúcar».


Cem mil pessoas com salários penhorados

Cerca de 100 mil pessoas em Portugal tinham em Janeiro os salários penhorados, segundo cálculos da Câmara dos Solicitadores (CS). O crescente endividamento e o aprofundamento da crise económica aumentaram as dificuldades das famílias em cumprir com as suas obrigações.

A lei permite penhorar até um terço do ordenado, mas há casos de financiamentos impossíveis de cobrar devido a juros elevadíssimos, na ordem dos 20 ou 30 por cento. Por vezes «a penhora do salário nem sequer chega para pagar os juros mensais, o que faz com que o executado ande toda a vida a pagar sem nunca conseguir cobrir o valor na totalidade», relatou à Agência Lusa o presidente do Colégio da Especialidade dos Agentes de Execução.

No desespero, há quem se veja obrigado a declarar insolvência. Sem bens penhoráveis, os executados passam a fazer parte da Lista Pública de Execuções. De acordo com dados do Ministério da Justiça, actualmente existem mais de nove mil pessoas nesta situação.


Desemprego continua a subir

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Portugal alcançou a Irlanda com a terceira taxa de desemprego mais elevada da União Europeia ao registar uma taxa de 14,8 por cento em Janeiro, uma subida de duas décimas em relação a Dezembro, segundo dados do Eurostat divulgados dia 1.

Com estes dados, apenas Espanha, com uma taxa de desemprego de 23,3 por cento, e a Grécia (19,9%), apresentam valores mais elevados do que Portugal e a Irlanda, país que ostenta igualmente uma taxa de 14,8 por cento.

No conjunto da União Europeia a taxa subiu para 10,1 por cento, o que significa 24,3 milhões de pessoas desempregadas, das quais 16 milhões e 925 mil na zona euro.


Licenciados optam por emigrar

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O número de licenciados desempregados que anulou a inscrição nos centros de emprego para emigrar subiu 49,5 por cento entre 2009 e 2011, de acordo com dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, divulgados dia 1.

Em 2011, a emigração justificou o fim da inscrição de 1893 desempregados licenciados (contra 1266 registados em 2009), de um total de 22 700 trabalhadores que deixaram de estar inscritos no IEFP porque decidiram aceitar ofertas de trabalho no estrangeiro.

A maioria dos desempregados que optam por emigrar tem entre 35 e 54 anos (55,2 por cento) e 24,3 por cento possuem habilitações ao nível do Secundário.

Entre os grupos de profissões que mais emigram estão os operários, artífices e trabalhadores similares (20,4 por cento do total), pessoal dos serviços de protecção e segurança (12,3 por cento) e os trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (10,5 por cento).


<i>Clarabóia</i> lançado em Espanha

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O romance de José Saramago Clarabóia foi apresentado, dia 1, em Madrid, com tradução de Pilar del Rio, numa edição Alfaguara. Na véspera, para assinalar o acontecimento, foi lançado um vídeo sobre o livro, que conta com depoimentos de Pilar del Rio, Gonçalo M. Tavares, Zeferino Coelho, Ágeles Mastretta, Cláudia Piñeiro e Héctor Abad Faciolince. O vídeo pode ser visto no Youtube.


<i>Livraria Portugal</i> fecha portas

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A Livraria Portugal fechou dia 29 as suas portas, depois de 70 anos de funcionamento na Rua do Carmo, em Lisboa.

O agravamento das condições económicas provocou uma quebra das vendas e tornou «insustentável» a sobrevivência do espaço, segundo declarou à Lusa um dos empregados da livraria.

Com dois pisos de exposição no centro histórico da capital, a livraria foi frequentada ao longo de sete décadas por escritores portugueses de renome como Fernando Namora, Aquilino Ribeiro ou Jaime Cortesão.


Combustível alternativo produzido em Palmela

A empresa multimunicipal Amarsul, em parceria com a cimenteira Secil, iniciou, dia 1, a produção e fornecimento de combustíveis derivados de resíduos, numa unidade situada no Ecoparque de Palmela, com capacidade para 50 mil toneladas por ano.

A Unidade de Combustíveis Derivados de Resíduos permitirá aproveitar mais 12,5 por cento do total de resíduos sólidos urbanos recepcionados na Amarsul, que de outro modo seriam depositados no aterro. O combustível alternativo será utilizado na fábrica de cimento Secil/Outão.

A Amarsul, que é responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos sólidos urbanos produzidos nos nove municípios da Margem Sul do Tejo, iniciou já no ano passado a produção de energia eléctrica através do biogás produzido no seu aterro sanitário.



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