Mulheres não se deixam levar por falsas inevitabilidades
A luta vai continuar nos locais de trabalho e na rua

As comemorações do Dia Internacional da Mulher, que prosseguem por todo o País, têm lugar num quadro da mais violenta ofensiva contra os direitos das mulheres e a sua luta emancipadora. Estas iniciativas são um importante contributo na mobilização das mulheres, em especial das mulheres trabalhadoras, para a adesão à greve geral de amanhã, convocada pela CGTP-IN.

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A troika nacional (PS, PSD e CDS) e internacional (BCE, UE e FMI), a pretexto do «défice» e dos «compromissos de Portugal com os credores», estão a penalizar o povo e o País por uma crise (do sistema capitalista) de que não são responsáveis. As mulheres portuguesas têm, por isso, razões comuns à generalidade dos portugueses para rejeitar o pacto de agressão, mas têm, igualmente, fortes razões ligadas à sua situação e aos seus direitos específicos, uma vez que está em curso uma acelerada «institucionalização» dos velhos e recorrentes itinerários de desigualdade e discriminação das mulheres (por razões de classe e de sexo) no trabalho, na família, na vida social e política.

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Trata-se de um salto qualitativo na política de direita realizada nas últimas décadas por sucessivos governos, que consubstancia um processo de liquidação dos valores, direitos e conquistas das mulheres portuguesas, alcançados após a Revolução de Abril e plasmados na Constituição da República.

Estas são razões acrescidas para que amanhã – como se afirma nos testemunhos que a seguir publicamos – as mulheres participem activamente na greve geral.

Uma participação exigindo o fim das medidas anti-sociais do Governo PSD/CDS, o direito ao emprego com direitos, o crescimento real dos salários e das pensões, a defesa da contratação colectiva, o aumento dos salários e do Salário Mínimo Nacional, a efectivação do direito à igualdade de remuneração entre mulheres e homens, o cumprimento efectivo da lei da parentalidade, um Serviço Nacional de Saúde com maior capacidade de resposta e que garanta o acesso efectivo aos cuidados de saúde, a defesa e melhoria das funções sociais do Estado e dos serviços públicos, a promoção de horários dignos compatíveis por uma efectiva articulação entre o trabalho e a vida pessoal e familiar e a igualdade de tratamento e oportunidades no trabalho e na vida.



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