Breves
AÇORES
Relatório penaliza região

O PCP respondeu às declarações do deputado do CDS ao Parlamento Europeu, Nuno Melo, que acusou o PCP de se ter abstido na recente votação do relatório sobre as regiões Ultra Periféricas. Acusando esse deputado de ter abordado a questão devido à «necessidade de mediatismo pré-eleitoral» do candidato do CDS às eleições regionais, o Secretariado da Direcção da Organização da Região Autónoma dos Açores do PCP lembra o motivo adiantado pelos deputados comunistas para essa votação, silenciado por Nuno Melo: o facto de se defender como enquadramento para a defesa da especificidade das Regiões Ultra Periféricas «o cumprimento das orientações relativas à estratégia UE2020 ou ao mercado interno», que o PCP considera serem, em si mesmos, «instrumentos penalizadores do desenvolvimento» dessas regiões.

Para o PCP, a «defesa da autonomia e a defesa dos interesses dos Açores não se constituem como uma corrida, são um imperativo regional assumido por quem não se verga a imposições externas». Os comunistas garantem ainda que não trocam a sustentabilidade política e económica da região «por um punhado de amendoins». Quem tem que explicar o seu sentido de voto é o deputado do CDS, que aprovou acriticamente o relatório.


Trofa
<i>Metro</i> até à Trofa

A proposta do PCP que recomendava o prolongamento da linha verde do Metro do Porto até à Trofa, inserido na segunda fase da construção da rede, foi aprovada na Assembleia da República. Para os comunistas, o prolongamento da linha C até ao centro da Trofa deve ser concretizado «com a máxima urgência e deve assumir-se como prioridade no planeamento global de construção que vier a ser definido para essa segunda fase».

Dias depois, o PCP emitiu um novo comunicado acusando a maioria PSD/CDS de pretender voltar atrás com o que foi aprovado, fazendo depender a concretização da obra da «análise do projecto», da «reavaliação do projecto em questão, nomeadamente verificando as condições para potenciar os rácios de custo-benefício deste investimento». A proposta foi aprovada no dia em que se discutiu uma petição popular com mais de oito mil subscritores, que os partidos do Governo «não tiveram coragem de votar contra».

 


AVEIRO
Cumprir compromissos

Perante os sucessivos atrasos no pagamento dos salários aos trabalhadores da Moveaveiro e a degradação do serviço desta empresa de transporte público, a Comissão Concelhia de Aveiro do PCP reclama do município, detentor da empresa, o cumprimento das suas obrigações, nomeadamente para com os seus trabalhadores.

Para os comunistas, há que apostar também na melhoria do serviço, em mais carreiras e melhores horários, no reforço da intermodalidade e numa melhor articulação com a CP, sobretudo nas horas de ponta. Da parte do Governo, o PCP exige o pagamento à empresa das indemnizações compensatórias pelo serviço público que presta às populações, tal como acontece com as empresas privadas de transporte. Há mais de quatro anos que não há um único investimento na frota, que tem agora uma idade média de 19 anos.