Editorial

«Não lhes demos trela, e preocupemo-nos com aquilo que mais os incomoda: o reforço do PCP»

PROVOCAÇÕES SAZONAIS

É assim todos os anos: quando se aproxima a Festa do Avante!, os anticomunistas de serviço, provocadores por ofício e vocação, entram em regime de trabalho intensivo. E upa-upa nos anos em que à Festa se junta a realização do Congresso do Partido – como acontece este ano.

As provocações sazonais aí estão, recorrentes nas mentiras e calúnias envolvendo o nome do PCP. E se é assim a três semanas da Festa e a três meses do Congresso, imagine-se o fartote que vai ser nas semanas e meses que aí vêm...

Não surpreende que assim seja, sabendo-se que o anticomunismo tem sido sempre, entre muitas outras coisas, uma arma da política de direita ao serviço da exploração capitalista e que o PCP é o único partido que, com determinação e coerência, combate essa política e lhe contrapõe uma alternativa patriótica e de esquerda.

Aliás, na situação presente é fácil constatar que sem a intervenção e a luta desenvolvidas pelo PCP, a aplicação da política de direita, agora sob a batuta da troika ocupante, não passaria de um ameno passeio do grande capital predador de Norte a Sul do País. E é igualmente incontestável que essa intervenção e essa luta conduzirão, mais tarde ou mais cedo, à derrota desta política de desastre nacional e à sua substituição por uma política que, incorporando os valores de Abril, sirva os interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

E é porque sabe tudo isto que o grande capital atiça os seus lacaios às canelas do PCP. Sempre, mas com maior intensidade em momentos mais altos da vida e da actividade do Partido, como são a realização da Festa do Avante! – que se afirma como a maior iniciativa política, cultural, convivial e de massas levada a cabo no nosso País e só possível de concretizar pela militância, singular no quadro partidário nacional, do colectivo partidário comunista; e a realização do XIX Congresso – um Congresso que se distingue, sem margem para dúvidas, dos congressos de qualquer dos outros partidos, designadamente pela ampla democraticidade que preside a todo o seu processo de construção.

É certo que as mentiras e calúnias bolsadas por esses provocadores, cada vez mais absurdas e bizarras e, com crescente frequência tocando as raias da demência, são rejeitadas por cada vez mais pessoas – isto porque cresce o número dos que analisam o PCP pelo que ele diz e faz e não pelo que dele dizem os seus inimigos.

Mesmo assim, convém não esquecer que essas calúnias são massivamente divulgadas por esses outros instrumentos da provocação anticomunista que são os media dominantes propriedade do grande capital e que cada uma dessas atoardas caluniosas chega todos os dias a milhões de pessoas, através dos jornais, rádios e televisões, apresentada como verdade absoluta, numa autêntica operação de lavagem de cérebros colectiva.

Quer isso dizer que a desinformação organizada levada a cabo por esses media comporta perigos que importa combater – perigos que o são, também, para a democracia que, como a história mostra, é um alvo primeiro do anticomunismo.

Daí a necessidade de darmos aos provocadores de serviço a resposta que se impõe – que não é, obviamente, a resposta que eles querem que lhes demos... Isto é: não lhes demos trela, deixemo-los ladrar à lua e preocupemo-nos, isso sim, com aquilo que mais os incomoda: o reforço do PCP. Preocupemo-nos em intensificar e ampliar a ligação do Partido às massas trabalhadoras e populares, sua fonte de força essencial; preocupemo-nos em sermos cada vez mais fortes e ocuparmos sempre a primeira fila da luta de massas; preocupemo-nos em mostrar-lhes todos os dias aquilo que mais os irrita, lhes tira o sono e lhes provoca pesadelos: o PCP, com a sua identidade comunista criada e defendida por sucessivas gerações de comunistas, está vivo na luta de massas, à qual dá força e na qual se reforça; o PCP – que, de acordo com as previsões científicas desses propagandistas do capitalismo, já morreu centenas de vezes e outras tantas foi enterrado… – cumpre o papel histórico que lhe está reservado.

Assim sendo, vamos dar resposta àquelas que são as grandes tarefas que se nos colocam no momento actual: a construção da Festa do Avante!, para que, durante os dias 7, 8 e 9 de Setembro, a Quinta da Atalaia seja, mais ainda do que tem sido nos anos anteriores, a grande e bela cidade do futuro – do futuro de liberdade, justiça social, paz, solidariedade e fraternidade pelo qual lutamos; a intervenção colectiva no processo preparatório do XIX Congresso do Partido – para dele sairmos com as decisões e orientações necessárias ao reforço do Partido e da sua intervenção política; e o prosseguimento do combate à acção nefasta das troikas, não dando tréguas a esta política que afunda Portugal no abismo; que flagela os portugueses com sucessivos roubos e atentados aos seus direitos e interesses; que procede a um autêntico saque dos recursos do País; que deposita a soberania e a independência nacionais nas garras do grande capital internacional; que trata com os pés a democracia de Abril e que espezinha todos os dias a Constituição da República Portuguesa.

E voltando às provocações sazonais: a mais do que certa intensificação, nos tempos que aí vêm, das torpes e abjectas calúnias e mentiras vertidas contra o PCP pela canalha antidemocrática e anticomunista, mais não é do que a confirmação de que o Partido, enquanto partido da classe operária e de todos os trabalhadores, está no bom caminho.


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