Aconteu
Alunos com fome

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Há 10 800 alunos em Portugal com carências alimentares e destes cerca de metade (5547) estão abrangidos pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar.

Os números foram revelados, dia 8, pelo secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, onde disse que iria transmitir a informação ao Banco Alimentar contra a Fome, para que as famílias dos alunos recebam comida.

O programa de pequenos-almoços na escola arrancou em Maio deste ano como projecto-piloto em 120 escolas e foi alargado no início do presente ano lectivo à generalidade das escolas que demonstraram ter alunos com necessidades.


Salário médio em queda

Dados do Banco de Portugal, divulgados dia 10, indicam que o salário médio em Portugal sofreu uma redução de 4,5 por cento nos primeiros nove meses deste ano.

Os números da instituição têm por base as transferências bancárias para pagamento de remunerações do trabalho, constituindo um indicador que capta uma fatia relevante dos salários dos trabalhadores por conta de outrem.

Entre Janeiro e Setembro, o salário médio mensal (incluindo o subsídio de féria distribuído pelos nove meses) ficou assim reduzido a 1014 euros.

Em 2010, o salário médio diminuiu 3,6 por cento em relação ao ano anterior, em que a quebra foi de 0,4 por cento. O último ano em que o salário subiu, segundo os dados do BdP, foi 2009.

A Comissão Europeia confirma uma quebra das remunerações reais nos últimos três anos, prevendo que este ano atinja os 5,1 por cento.

 


FMI admite riscos da austeridade

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O Fundo Monetário Internacional admitiu que as políticas de austeridade aplicadas por vários governos podem tornar-se «insustentáveis» face à crescente contestação social que se observa sobretudo nos países do Sul da Europa.

No documento preparado para a reunião dos ministros das Finanças do G-20, realizada a 3 e 4, no México, e divulgado dia 8, o FMI afirma que a situação na zona euro continua tensa e há o risco de que os países que receberam assistência financeira da troika não possam pagar a dívida.

Deste modo, afirma a instituição, existe «o risco de que a austeridade se torne politica e socialmente insustentável nos países da periferia» da zona euro, ou seja, Portugal, Grécia e Espanha. «É preciso vários anos para conduzir a bom termo as reformas orçamentais e estruturais» nestes países, indica ainda o Fundo, que, já em Outubro, havia reconhecido ter subestimado o impacto negativo dos programas de austeridade sobre o crescimento económico.


<i>Iberia</i> reduz um quarto dos trabalhadores

A companhia aérea Iberia anunciou, dia 9, a supressão de 4500 postos de trabalho, quase um quarto dos 20 mil efectivos que actualmente dispõe. A decisão visa regressar aos lucros, segundo informou o International Airlines Group (IAG) – grupo resultante da fusão da transportadora espanhola com a britânica British Airways.

Com esse objectivo, a companhia irá reduzir os serviços que presta em 15 por cento e concentrar-se nas rotas mais rentáveis. Procurando pressionar os sindicatos a assinarem um acordo até 31 de Janeiro, a empresa deixa no ar a ameaça de falência: sem mudanças estruturais profundas «o futuro da empresa é sombrio», disse Rafael Sánchez-Lozano, conselheiro delegado da Iberia.


Reitores contra cortes

Os reitores das 16 universidades públicas portuguesas leram, dia 9, em cada um dos estabelecimentos, uma declaração conjunta, intitulada «Portugal e as Universidades», onde repudiam o corte de 9,4 por cento nas dotações do Orçamento do Estado.

Esta redução traduz-se em menos 56 milhões de euros em 2013, agravando a redução em 144 milhões de euros registada entre 2005 e 2012.

Na declaração, os reitores salientam que o corte «terá efeitos imprevisíveis e irreversíveis em todo o sistema universitário, inviabilizando o desenvolvimento de actividades essenciais para o seu funcionamento».

Para «evitar a desintegração do sistema universitário português», os reitores e outros dirigentes académicos de todas as universidades públicas portuguesas reúnem-se, hoje, sexta-feira, na Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra para fazerem uma comunicação solene ao País.


Técnicos questionam contas do Estado

O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues Azevedo, acusou, na terça-feira, 13, os órgãos do Estado de falta de «transparência e organização nas contas públicas».

A Ordem, que recomenda uma alteração ao actual modelo, afirma que o Governo não fez nenhum estudo sobre «a sua estrutura de custos, onde pode cortar e quais os seus efeitos sociais».



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