A luta em unidade é fundamental para travar os ataques patronais
Comunistas na vanguarda
Travar a luta nas empresas

Para além da luta que se vê, nas ruas do País, há uma outra – decisiva – que é travada onde se dá o conflito de classes, nas empresas e locais de trabalho. E é aí que o PCP mais cumpre o seu papel.

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A privatização da ANA não é um assunto arrumado. A garantia é do PCP que, num comunicado da Organização Regional de Lisboa, lembra que as anteriores tentativas de privatizar a empresa, designadamente as inscritas nos PEC entre 2008 e 2010, foram derrotadas, apelando à «luta dos trabalhadores, do povo, de todos os democratas e patriotas para que convirjam na luta contra mais esta privatização».

A venda da ANA, lembra o Partido, «coloca mais um monopólio capitalista a sufocar a economia nacional» e vai levar à destruição de milhares de postos de trabalho. Juntamente com a privatização da TAP, significa ainda a «alienação de toda a soberania nacional no sector aeroportuário». Sobre o negócio em concreto, o PCP fala de «assalto», pois o encaixe financeiro que o Governo pretende arrecadar com a operação (que, lembre-se, é por 50 anos) é menos do que a empresa garantiu só nos últimos 10 anos.

No dia 7, em novo comunicado, o PCP considerava «injusta, inaceitável e com evidentes prejuízos para a actividade turística» a medida anunciada pelo Governo de, uma vez privatizada a ANA, aumentar as taxas aeroportuárias no Aeroporto de Lisboa. Para o Partido, «trata-se de um primeiro impacto negativo» da privatização.

Certo da existência de muitos sectores que «ainda não se aperceberam do impacto brutal que a privatização da ANA terá sobre a economia nacional», o PCP reafirma que só a manutenção da ANA como empresa de capitais públicos «é a verdadeira salvaguarda que garante a soberania nacional e o sustentado desenvolvimento económico do País».

Defender direitos

Na edição de Dezembro do seu boletim «O Faísca», a célula do PCP na Autoeuropa garante que «para defender os direitos é necessário resistir» e que esta resistência passa, a curto prazo, pela utilização do pré-aviso de greve ao trabalho suplementar apresentado pela FIEQUIMETAL/CGTP-IN.

O Partido reagia assim à comunicação da empresa onde esta revelava a intenção de reduzir o pagamento ao trabalho suplementar, o que «representa desde já uma afronta a todos os trabalhadores». Para o PCP, «esta atitude demonstra que a VW Autoeuropa não é assim tão diferente das outras empresas do País: é moderna em muitos aspectos, mas quando toca a retirar direitos é vão velha como qualquer vulgar capitalista».

Ao contrário da administração, a célula do Partido garante que há condições para aumentar os salários, apesar da quebra de produção esperada para o próximo ano: o próprio director-geral da Autoeuropa prevê que se alcance um volume de vendas, entre 2011 e 2020 de 16 mil milhões de euros.

Já no boletim da célula dos ferroviários do Entroncamento do PCP, «Via Ascendente», ironiza-se com os supostos «privilégios» dos trabalhadores dos transportes, garantindo que são fabricados pela «máquina de propaganda governamental» e totalmente falsos. Garantindo que investir mais tempo (como alguns defendem) na resposta a estas mentiras seria «esvaziar o oceano a balde», o PCP realça que «o que é preciso é não nos deixarmos intimidar por este tipo de campanhas, ao mesmo tempo que esclarecemos quem quer ser esclarecido».

Respondendo, como exemplo, a uma das calúnias, os ferroviários do Entroncamento lembram que o Metropolitano de Lisboa «vai entregar à banca mais do que pagou aos seus trabalhadores em 10 anos de actividade». É esta a dimensão da mentira. 



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