Aconteu
Comissão Europeia agrava as previsões

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Nas suas previsões da Primavera, divulgadas dia 3, a Comissão Europeia agravou todos os indicadores económicos relativos a Portugal, em comparação com as previsões de Fevereiro.

Segundo os número de Bruxelas a economia irá cair este ano 2,3 por cento (contra 1,9% em Fevereiro), o desemprego subirá acima de 18,2 por cento (17,3%), o défice atingirá os 5,5 por cento (4,9%) e a dívida chegará aos 123 por cento.

Mas mesmo estas previsões foram logo consideradas demasiado optimistas pela Comissão, tendo em conta que os novos cortes orçamentais, entretanto anunciados pelo Governo, irão ter repercussões negativas na economia.

O ambiente internacional também não é favorável, uma vez que a zona euro conhecerá uma contracção de 0,4 por cento, enquanto o desemprego ultrapassará os 12 por cento.

«A recessão é pior do que previsto e o desemprego continuará a aumentar», afirma o executivo europeu, que remete para o próximo ano as esperanças de uma recuperação.


Municípios contra lei da água

Mais de 70 municípios já tinham subscrito, na segunda-feira, 6, uma petição ao Presidente da República solicitando a não promulgação da proposta de decreto-lei para o sector das águas.

A iniciativa, que partiu do Município de Coimbra, de maioria PSD, visa impedir a aprovação de uma legislação que é qualificada pelo edil conimbricense como «uma machadada no poder local, na autonomia do poder local».

«Daqui para diante, com aquela legislação, as coisas deixam de ser feitas por acordo. O Estado é que diz como é – isto é inaceitável para qualquer município», afirmou João Paulo Barbosa de Melo.

A legislação em causa, que pretende reduzir para quatro os actuais 18 sistemas multimunicipais de abastecimento de água e tratamento de esgotos, representa «uma ruptura com o edifício legislativo» em vigor, permitindo que o poder central possa passar a decidir sem o acordo dos municípios, afirma a petição enviada ao Presidente da República.


Prisões sobrelotadas

Metade das prisões europeias estão sobrelotadas, segundo dados revelados, dia 3, pelo Conselho da Europa, relativos a 2011.

A pior situação é na Sérvia, onde existiam 157,6 presos por cada cem lugares nas cadeias, ao contrário, em San Marino havia apenas 16,7 detidos por cada 100 lugares.

 Portugal tem 105 detidos por cada cem lugares, num total de 12 681 detidos, preventivos incluídos, para uma capacidade de 12 077, e um rácio de 119,9 detidos por cada 100 mil habitantes.

O Conselho da Europa assinalou a existência de 1 825 356 detidos, em Setembro de 2011, e de um rácio de 154 detidos por 100 mil habitantes, no conjunto dos países da Europa.


PER ficou aquém das metas

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O Programa Especial de Realojamento (PER), que cumpre agora 20 anos, ficou «muito aquém das metas» traçadas, sobretudo para a «integração social», afirmou, dia 5, Carlos Humberto de Carvalho, presidente da CM do Barreiro e da Junta Metropolitana de Lisboa.

Passadas duas décadas, foram realojados quase 35 mil agregados, no âmbito do programa que custou cerca três mil milhões de euros. Mas ainda há mais de três mil famílias por realojar, segundo o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana.

Carlos Humberto considera que «o PER foi limitado por um conceito estanque de habitação precária», a barraca, e «por um censo da população afectada que nunca sofreu ajustamentos», defendendo «novas políticas de habitação».


Conto de Álvaro Cunhal ilustrado por crianças

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A Junta de Freguesia de Portimão acaba de editar a terceira edição do conto infantil de Álvaro Cunhal, «Os Barrigas e os Magriços», que fala da história e significado da revolução de 25 de Abril de 1974.

Tal como as anteriores, a presente edição foi ilustrada com desenhos de alunos do pré-escolar e 1.º ciclo, neste caso dos agrupamentos verticais Júdice Fialho e Prof. José Buisel.

Nesta iniciativa foram produzidos cerca de 450 desenhos, nos quais os mais pequenos, dando asas à imaginação, traduziram na sua linguagem plástica episódios de uma narrativa que aborda o mais importante acontecimento da história de Portugal.


Vivências de Ana Benedita

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Trabalhadora agrícola e emigrante até 1974, funcionária do PCP de 1975 a 2009, membro do CC do PCP de 1983 a 2004, eleita autárquica durante vários anos, Ana Benedita Ramos Caro, lançou recentemente um livro de memórias, editado pela «Moura Salúquia», a associação de mulheres do concelho de Moura à qual preside.

A obra, apresentada em 12 de Abril, relata-nos o seu percurso desde a infância, o trabalho no campo, a resistência ao fascismo, o 25 de Abril e a revolução no Alentejo, com realce para as profundas transformações aí operadas na sequência da reforma agrária.

Na capa, um retrato seu da autoria do falecido artista plástico Rogério Ribeiro. Sobre a autora e as suas memórias lemos no prefácio de Miguel Urbano Rodrigues que se trata de «uma obra de ternura, luta e paixão revolucionária».



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